Um dos remanescentes da Copa do Mundo no Catar, Fabinho ficou quase três anos sem ser convocado pela Seleção Brasileira. Após trocar o Liverpool pelo Al-Ittihad, o volante perdeu espaço com a “amarelinha”, sendo novamente lembrado em novembro do ano passado, já com Ancelotti no comando técnico.
“Eu sabia que a mudança de clube poderia, no primeiro momento, me afastar um pouco da Seleção. E foi o que aconteceu. Mas eu sempre tive esperança de voltar aqui, de receber uma oportunidade. E, a partir daí, era comigo, de mostrar a minha capacidade, de mostrar que eu mereço estar aqui e posso ajudar a Seleção Brasileira. Foi um período meio longo, quase três anos sem ser convocado. Mas é muito bom estar de volta. Foi bom receber a primeira oportunidade lá em novembro (2025) e mostrar o meu trabalho. Estar aqui na Copa do Mundo é muito especial”, disse.
Mesmo com o pouco tempo nesse retorno à Seleção, Fabinho acredita que o Brasil pode chegar ao hexacampeonato mundial. O volante destacou a confiança no trabalho executado por Ancelotti e na qualidade dos 26 jogadores que estão nos Estados Unidos.
“O que faz a gente sonhar alto é saber a qualidade de cada jogador que está aqui. É saber o que é essa camiseta é a do pentacampeão. Eu mesmo, a partir das duas últimas convocações, já tenho uma confiança muito grande nesse grupo, em todos: jogadores e treinador. O trabalho está sendo bem feito, temos que seguir nessa linha. Tem coisas a melhorar, mas é trabalhar forte. Seguir trabalhando e dar o máximo”, garantiu.
Considerado um dos jogadores mais experientes, Fabinho foi questionado sobre um lance do treino de quarta-feira, onde Casemiro acertou um carrinho em Endrick. O jogador tratou como natural a jogada, com os atletas sempre sendo intensos nas atividades. Porém, reforçou que ninguém pode ser desleal, já que todos estão juntos na busca pelo mesmo objetivo: a conquista da Copa do Mundo.
“A alta intensidade nos treinos é algo esperado. É normal também pela qualidade que tem, pela entrega dos jogadores. Como é Seleção Brasileira, todo mundo quer mostrar algo mais. Faltas têm em todos os treinos, a gente, quando dá para evitar uma chegada mais forte, tenta evitar. Mas tem vezes que não consegue, quer ganhar, quer ganhar a bola, quer estar forte na disputa com o companheiro e acaba fazendo uma falta mais forte. Não é a primeira vez que acontece, nem será a última. Mas é importante não ser desleal e lembrar que estamos na mesma seleção, todo mundo junto”, explicou.