“A Colômbia tem um time mais técnico, mas o Chile agrupa melhor atrás e joga com um espírito e uma dinâmica de jogo diferente. A Colômbia, por equipe, é melhor, bem melhor, mas joga um futebol jogado. Não existe guerra contra a Colômbia. Nossas guerras são contra Chile, Uruguai, Argentina. Jogos contra a Colômbia, amistoso ou valendo Copa, são alegres, com força, vigor, mas não tem essa rivalidade. Nosso jogo com o México, até tem um pouco de rivalidade, mas há amizade. Contra a Colômbia também”, explicou Felipão.
“Por isso, eu disse há um ano que não gostaria de jogar contra o Chile porque é uma guerra. Contra a Colômbia, não há isso e nossos jogadores se sentem mais à vontade. Queiram vocês ou não, os chilenos, os uruguaios e os argentinos jogam com malandragem, com perspicácia, e isso a gente não tem”, completou.
De fato, no ano passado, o técnico brasileiro afirmou que entre Espanha, Holanda e Chile, a única seleção do Grupo B da Copa que ele não queria enfrentar logo nas oitavas era a sul-americana.
O capitão Thiago Silva concordou com o comandante. “Para mim, é melhor quando a equipe adversária vem para cima e propõe o jogo também. Tecnicamente falando, a Colômbia é diferenciada por esse aspecto. Por terem essa qualidade de querer jogar, acaba ajudando a nossa equipe já que a gente também tem qualidade técnica. Quando você joga em 70, 80 metros, tem mais liberdade para atacar do que nos 50 metros que tínhamos contra o Chile, por exemplo”, avaliou.