Copa do Mundo

Felipão cobra evolução na bola parada

De 59 gols da Seleção desde chegada de técnico, apenas cinco foram de cabeça

Felipão cobra evolução na bola parada
Felipão cobra evolução na bola parada Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
O técnico Luiz Felipe Scolari já definiu o que pretende enfatizar nos três últimos dias de treinos que antecedem a estreia na Copa do Mundo, quinta-feira. O título pode vir pelo alto e Felipão não está satisfeito com o rendimento ofensivo nas jogadas de bola parada da Seleção Brasileira.

Na realidade, o forte do novo time montado por Scolari nunca foi a bola aérea. Apenas cinco dos 59 gols do Brasil desde a reestreia do treinador, no início do ano passado, saíram de cabeça após escanteios e faltas laterais.

A Seleção prioriza as jogadas trabalhadas pelo chão (20 gols desta forma), o que é ótimo na visão da comissão técnica. Mas elevar o aproveitamento nos cruzamentos é visto como fundamental. Em raro momento de sucesso neste quesito, Paulinho classificou o Brasil após escanteio da esquerda de Neymar, no fim da semifinal da Copa das Confederações do ano passado, no Mineirão: 2 a 1. O gol de cabeça evitou a prorrogação.

"Temos de melhorar bastante a bola parada. Desperdiçamos jogadas assim. Não estamos conseguindo fazer o nosso gol. Isso que nós vamos trabalhar nessa semana com mais enfoque", afirmou o técnico.

David Luiz, com 1.89m, é o mais alto do time titular, mas nunca fez gols desta forma. Além de Paulinho, Thiago Silva e Dante já completaram para a rede a jogada, em 2013. Dedé e Réver, que não estão na Copa do Mundo, são os outros dois. Detalhe: todas as cobranças foram do lado esquerdo, feitas por Neymar.

"Temos tempo para trabalhar isso porque defensivamente somos fortes, temos estatura boa e vamos trabalhar isso. Vamos enfrentar adversários fortes e uma bola parada pode decidir um jogo e fazer diferença. Treinos assim não cansam muito. Felipão faz 20, 30 repetições, então dá para melhorar", afirmou Fred.

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