“O time hoje jogou melhor que contra a Croácia. Evoluiu 10% em relação ao jogo com a Croácia. O time tem evoluído e pode render mais. Estou satisfeito com o que eu vi. Nós temos a mania de achar que os outros não jogam nada. O México fez mais ou menos o mesmo jogo que nós. O resultado não foi o que queríamos, mas eu estou satisfeito com o que vi”, disse o treinador.
Diferente do que disse logo após o apito final, quando avaliou o empate sem gols como o resumo do que foi o jogo, Felipão afirmou na coletiva que o Brasil só não venceu a partida por conta da atuação do goleiro Ochoa. “O que a gente tem que fazer é gol. O que faltou foi o gol. Tivemos três ou quatro grandes oportunidade e lá tem um goleiro para defender. Temos que elogiar o Ochoa, que fez uma grande atuação. Os chutes do México não foram perigosos como os nossos. Temos que valorizar o goleiro pela atuação que não deixou a gente sair com a vitória”, afirmou.
Sobre a saída de Ramires no intervalo, Scolari disse que tomou a decisão apenas porque o jogador tinha levado cartão amarelo na primeira etapa. “O Ramires foi pelo cartão, porque ele é impetuoso. Como o jogo estava dividido, ele poderia fazer uma falta e o juiz entender que era para outro cartão. Se isso ocorresse, a gente perderia o controle do jogo. É lógico que o Bernard tem outra característica, de mais velocidade e a gente queria ter aquilo contra o México”, analisou.
No final da coletiva, Felipão em tom de ironia questionou os repórteres se não teria mais nenhum pênalti marcado para o Brasil. A pergunta foi em razão de um lance envolvendo o lateral-esquerdo Marcelo nos minutos finais da partida. Na estreia da Seleção Brasileira, jornais do mundo inteiro destacaram o pênalti inexistente marcado em cima de Fred quando a partida estava empatada com a Croácia.