Além de criticar os feriados, Romário também se mostrou contrário a outros pontos da Lei Geral da Copa, que dá poderes à Fifa e chegou ao Congresso Nacional nessa segunda-feira. O projeto dispõe sobre as medidas relativas a eventos esportivos internacionais vinculados à Copa do Mundo de 2014, como as responsabilidades da Fifa e da União nos atos referentes às competições e eventos paralelos, a proteção de símbolos oficiais protegidos e as punições para quem falsificar produtos licenciados.
Romário criticou os poderes que a Fifa terá no país durante o Mundial de 2014. "Eles [Fifa] não podem entrar só com o nome e um know-how e sair com o lucro sem ter nenhuma responsabilidade."
Sobre os ingressos, o texto da lei encaminhada ao Congresso determina que o preço será fixado pela Fifa, que também fica responsável pela venda. Por enquanto, só os idosos terão direito à meia-entrada. Para o deputado, o fato de a Fifa poder estipular livremente o valor dos ingressos é um indício de que a maioria dos eventos e jogos relacionados ao Mundial será feita mais para turistas do que para os brasileiros. "É o que eu tenho falado sempre. A copa vai ser do Brasil e não dos brasileiros."
Romário disse também que pretende apresentar uma emenda à Lei Geral da Copa que garanta uma cota de ingressos para a população de baixa renda.