Com nove atuações a mais do que Paulinho na temporada 2013/2014, Fernandinho, além do título inglês, teve uma melhor sequência. Ele ficou como opção no banco para entrar no decorrer das partidas apenas quatro das 46 vezes em que atuou. Com o volante em campo, o City emplacou cinco vitórias seguidas, ficou invicto em seis confrontos e sofreu apenas uma derrota nos 12 últimos jogos do ano.
No Spurs, Paulinho, por sua vez, não teve o mesmo respaldo da comissão técnica, que foi trocada entre 2013 e 2014. Apesar de ter sido titular em 33 dos 37 jogos disputados, o volante participou de seis derrotas do time inglês nos 12 jogos restantes para o fim da temporada. Além disso, ele jogou apenas seis vezes entre abril e maio.
E não entrar em campo às vésperas da preparação para Copa do Mundo é considerado por Paulinho um fator primordial para o início ruim nos primeiros jogos. "A única que atrapalhou, não sei explicar direito, é o período em que fiquei sem jogar no meu clube. Acho que esse ritmo de jogo para mim faz diferença. Estava acostumado sempre a estar jogando", justificou Paulinho.
O reconhecimento do próprio camisa 8 de que a performance este ano pela Seleção está aquém do esperado é um sinal de que a titularidade está ameaçada. Enquanto Paulinho vê Fernandinho despontar à frente na disputa por um lugar entre os 11 contra o Chile, no sábado, o atual reserva prefere deixar a definição a cargo de Luiz Felipe Scolari. "Temos um comandante e ele é o homem que deve tomar essas decisões. Eu e Paulinho vamos continuar trabalhando para ver o que irá acontecer no próximo jogo", disse Fernandinho.