A arena montada às margens do Guaíba proporcionou cenas como argentinos comemorando gols do Brasil, gremistas e colorados abraçados num “Gre-Nal verde e amarelo”, hondurenhos cobertos com a faixa do país natal, mas com faixas do Brasil na cabeça e pais e filhos emocionados com o Hino Nacional. No palco, Showdi começou a festa. Depois, a música e a cultura gaúchas apresentaram aos visitantes um pedacinho do Rio Grande do Sul.
Mas as atrações especiais foram mesmo as pessoas, como Luiza Brun, de 4 anos, em sua primeira Copa do Mundo. “Ficamos contentes por ter este privilégio e viver este momento inesquecível com a nossa filha”, disse a mãe Renata, acompanhada do marido Nilson Brun.
O porto-alegrense Marco Antônio Sanches também vestiu os filhos Miguel, 7 anos, e Antônio, de 5, e se juntou à massa. “É um momento histórico. E, para mim, é a oportunidade de voltar a ser criança”, brinca Marco, que abusou na ornamentação. O pequeno Antônio, sem pestanejar, contou que seu jogador preferido é o Pelé, ignorando o time em campo. Em frente ao telão, estava um grupo de argentinos voluntários da Copa que está há um mês na cidade. “É um sonho participar disso. E gostei muito da cidade. Faz uma conexão entre história e modernidade”, observou a argentina Jalina Haybar.
Enquanto a festa rolava, a organização do evento tentava corrigir os itens para obter o alvará de prevenção contra incêndios. O PPCI ainda não foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros. A Fan Fest oferece espaço para cadeirante, praça de alimentação, ambulatório e atividades nas estandes dos patrocinadores.