Copa do Mundo

Fifa abre investigação contra Argentina sobre faixa das Malvinas na Copa, diz site

Regulamentos da entidade são rígidos e proíbem manifestações políticas

Argentinos exibiram a faixa "Malvinas são Argentinas" após vitória sobre a Inglaterra
Argentinos exibiram a faixa "Malvinas são Argentinas" após vitória sobre a Inglaterra Foto : JEWEL SAMAD / AFP

A Fifa abriu investigação para apurar a exibição da faixa "Malvinas são Argentinas" durante a Copa do Mundo. A informação é do site As, da Espanha. Os regulamentos da entidade são rígidos e proíbem manifestações políticas, especialmente em torneios de alta visibilidade como o Mundial.

A Associação Argentina de Futebol (AFA) deve ser punida pela ação de seus atletas. Dois cenários de sanção são avaliados: multa e suspensão de jogos, sendo a punição financeira a hipótese mais provável.

A AFA receberá a notificação oficial nas próximas horas, iniciando o prazo para a defesa dos envolvidos. A tendência é que a entidade seja multada, evitando a suspensão de atletas — em especial do meia Giovani Lo Celso, responsável por levar a faixa ao campo.

O ato dos jogadores contrasta com o discurso de Lionel Scaloni antes da semifinal contra a Inglaterra, quando o técnico minimizou o teor político do confronto ao declarar que era "apenas uma partida de futebol". Em meio à comemoração, no entanto, o elenco ignorou a recomendação e posou atrás do manifesto.

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"A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas são"

O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, afirmou nesta quinta que a Fifa deveria investigar o comportamento dos jogadores argentinos. "A política deve ficar separada do futebol. Na verdade, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política fique separada do futebol", declarou o secretário britânico à emissora de televisão BBC.

"Agora, essa é uma questão que cabe à Fifa. Esperamos que ela conduza uma investigação sobre o assunto", acrescentou.

O posicionamento foi respaldado por um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

"A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são. Nossa posição não mudou. A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas. Nosso compromisso nunca vacilará", declarou um porta-voz de Downing Street.

O porta-voz do primeiro-ministro britânico afirmou que qualquer possível medida sobre o ocorrido é "um assunto que cabe à Fifa".

Localizado no Atlântico Sul, o arquipélago das Malvinas, a 600 quilômetros da costa argentina, foi cenário de uma guerra entre Reino Unido e Argentina em 1982, na qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos em 74 dias de conflito.

Com informações da AFP.