"A Copa das Confederações é uma competição menor (com oito equipes), com menos gente viajando e procurando hospedagem", justificou. No entanto, Valcke, que em março do ano passado causou uma grande polêmica ao dizer que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para acelerar os preparativos para o Mundial de 2014, voltou a usar um tom irônico e a alfinetar o País.
"A prioridade de vocês é ver o Brasil vencer a Copa, mas a da Fifa é que ela seja organizada de forma irretocável. Temos que trabalhar duro para termos certeza de que os torcedores serão muito bem acolhidos", avisou. O dirigente deu o exemplo de uma cidade-sede, que preferiu não citar, na qual "há apenas 17 mil quartos de hotel enquanto o estádio tem capacidade para 45 mil torcedores. Neste caso, alguma coisa está errada. Mesmo com três pessoas na mesma cama, ainda teríamos 10 mil pessoas sem lugar", ironizou.
"Temos que trabalhar com cada cidade para ver como transportamos estes torcedores do estádio até os hotéis e até a próxima cidade onde sua seleção vai jogar. Estamos tentando encontrar soluções", explicou. Apesar do tom crítico, Valcke fez questão de afirmar que o clima estava muito mais ameno. "Não estamos mais brigando porque não adiante nada. Não é um casamento, a Fifa e o Comitê local não têm como se divorciar. O mais importante é trabalhar em conjunto para tentar solucionar os problemas", completou.