Cientistas esperam que uma onda de calor extremo atinja os Estados Unidos ao longo da Copa do Mundo. Neste cenário, a decisão da Fifa de proibir a entrada de garrafas de água reutilizáveis nos estádios causou revolta entre os torcedores, que acusaram a entidade de colocar o lucro acima da saúde dos fãs.
“É um risco à saúde”, disse o diretor executivo do Football Supporters of Europe, Ronan Evain, ao jornal britânico The Guardian. “Na Europa nós vemos com cada vez mais frequência pessoas desmaiando nas arquibancadas por insolação. É uma questão puramente matemática, quanto mais complicado for o acesso à água, maior o risco de pessoas sofrerem casos sérios de insolação e desidratação. A prioridade parece ser, mais uma vez, o lucro.”
- Como as condições meteorológicas extremas podem afetar a Copa do Mundo
- Pausas para hidratação na Copa do Mundo abrem novas janelas publicitárias
- Cientistas alertam para calor extremo na Copa do Mundo 2026
Segundo a Fifa, a proibição se deu para “prevenir o risco de lesão a jogadores e torcedores”. “A Fifa está comprometida com a saúde e a segurança de todos os jogadores, árbitros, torcedores, voluntários e staff. Garrafas já são proibidas em diversos estádios-sede por questões de segurança, e a Fifa está aplicando esta determinação a todos os estádios”, disse a entidade em um comunicado.
No Mundial de Clubes, sediado nos Estados Unidos no ano passado, torcedores puderam entrar nos estádios com garrafas de água reutilizáveis e havia uma expectativa de que as mesmas regras se aplicariam à Copa do Mundo.