Depois de uma grande campanha, o sonho dos franceses de levantar a Copa do Mundo acabou nesta terça-feira, com a derrota por 2 a 0 para a Espanha. Os Bleus começaram a Copa do Mundo como favoritos, e a expectativa só aumentou ao longo do torneio, impulsionada por um desempenho espetacular de Kylian Mbappé.
Porém, como o passado já nos mostrou tantas vezes, os deuses do futebol não escolhem vencedores com base em favoritismo. Relembre grandes favoritos da Copa do Mundo que não conseguiram conquistar o título.
Brasil - 1950, Brasil
Uma decepção tão grande que ganhou nome: Maracanaço. O Brasil de 1950 era o grande favorito antes mesmo da abertura do torneio. A Seleção vinha de um título sul-americano grandioso no ano anterior, com 46 gols marcados e apenas sete sofridos, e ainda jogaria em casa. A confiança era tanta que o País construiu um estádio novo para a final da Copa, com a certeza de que levantaria a taça nele.
A fase final, na única Copa decidida em uma espécie de quadrangular, só confirmou o favoritismo brasileiro. Depois de atropelar a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1, bastava um empate contra o Uruguai para conquistar o título. O Brasil, inclusive, saiu na frente no Maracanã, mas sofreu a virada no segundo tempo e viu a Celeste levantar a taça em sua própria casa.
Hungria - 1954, Suíça
Muito provavelmente nenhuma seleção chegou à Copa com favoritismo maior que a Hungria de 1954. A equipe, que ficou conhecida como os “Mágicos Magiares”, chegou ao torneio com quatro anos de invencibilidade. Liderados pelos craques Ferenc Puskás (que dá nome ao prêmio de gol mais bonito do mundo) e Sándor Kocsis, os húngaros abriam o placar com velocidade e facilidade.
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Até hoje, a equipe detém o recorde de mais gols marcados em uma edição de Copa do Mundo, com 27, e a maior média de gols por partida em um Mundial, com 5,4.
Na final, a Hungria reencontrou a Alemanha Ocidental depois de vencer a equipe por 8 a 3 na fase de grupos, mas não conseguiu repetir o resultado. Os húngaros abriram 2 a 0 no placar em apenas oito minutos de jogo, mas sofreram a virada no que ficou conhecido como o “Milagre de Berna”
Holanda - 1974, Alemanha Ocidental
A Holanda de 1974 era tão fascinante que conseguiu o feito de chegar como favorita ao Mundial em um momento em que o Brasil tinha levantado três das últimas quatro Copas e que a Alemanha Ocidental, atual campeã europeia, jogava em casa.
Ao longo do torneio, a magia do “Futebol Total” holandês e o talento de Johan Cruyff encantaram os torcedores. No entanto, na decisão em Munique, a Alemanha Ocidental venceu de virada por 2 a 1.
Brasil - 1982, Espanha
Maior vencedor da Copa do Mundo, é natural que o Brasil tenha despontado diversas vezes como grande favorito do torneio. No entanto, poucas Seleções foram consideradas tão “injustiçadas” por voltar para casa sem o título quanto a de 1982.
O elenco que tinha Leandro, Júnior, Falcão, Sócrates, Zico e Éder protagonizou espetáculos de futebol-arte. Depois de grandes jogos na primeira etapa, o Brasil abriu a segunda fase com uma vitória sobre a Argentina e precisava apenas de um empate com a Itália para avançar. Porém, a Azzurra venceu por 3 a 2 e acabou se sagrando tricampeã.