Copa do Mundo

Governo argentino planeja uso de helicópteros e da varanda da Casa Rosada na volta da seleção

Operação não depende do resultado da final da Copa do Mundo contra a Espanha

Operação não depende do resultado da final
Operação não depende do resultado da final Foto : Odd Andersen / AFP / CP

O governo argentino já esboçou os planos para trazer os jogadores da seleção encabeçada por Lionel Messi de volta ao País após a final da Copa do Mundo contra a Espanha, no domingo, no New York New Jersey Stadium, nos Estados Unidos. A proposta já foi apresentada à Associação de Futebol Argentina (AFA) e depende do aval do elenco de Scaloni.

Desde que a Argentina derrotou a Inglaterra na semifinal, na quarta-feira, o governo começou a estudar a operação para o retorno da seleção nacional dos EUA. Na tarde desta sexta, após uma tumultuada reunião com cerca de 80 pessoas, representando o governo executivo, a polícia aeroportuária, a AFA e a empresa Aeropuertos Argentinas, foi finalizado o plano da operação de repatriação.

O cronograma, porém, conta com apenas uma certeza e inúmeras dúvidas. A única convicção é que a operação não depende do resultado da final, mas como a decisão sobre o acordo preliminar entre o governo e a AFA caberá aos jogadores nada está confirmado.

O plano apresentado é que a Aerolíneas Argentinas disponibilize dois aviões fretados em Nova York prontos para decolar nas primeiras horas de segunda-feira. Esses voos chegam a Buenos Aires, no Aeroporto Internacional de Ezeiza, pouco depois do meio-dia. O primeiro voo com os jogadores, a comissão técnica e os dirigentes da AFA chegaria ao Hangar 5, terminal dedicado a voos privados.

Na sequência, todos seriam levados por helicópteros à Casa Rosada, sede da presidência da Argentina. A promessa do presidente Javier Milei é que o local estará reservado exclusivamente para os jogadores, que poderiam então aparecer na varanda para saudar a multidão na Plaza de Mayo.

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A alternativa é que após chegarem ao heliporto, a delegação seja transportada de ônibus até o Obelisco, onde um palco pode ser montado para a festa. Além da dúvida se a seleção e a AFA concordam com a programação proposta, existe uma questão relacionada à data.

Os jogadores estariam dispostos a fazer tudo na segunda-feira (quando há previsão de chuva) ou preferem adiar para outro dia. Há ainda a possibilidade de a delegação argentina optar por algo completamente diferente. A preocupação do governo em planejar uma operação de retorno da delegação é tentar evitar o fiasco que aconteceu com os campeões da Copa do Catar, em 2022.

Após negociações para uma maneira eficiente de levar os jogadores, cortando a multidão que tomava as ruas do País, de Ezeiza à Plaza de Mayo, os jogadores foram evacuados de helicóptero, sobrevoaram os torcedores por vários minutos, mas nunca chegaram à Plaza de Mayo. Cogitou-se a chegada no Aeroparque Metropolitano, mais próximo ao centro de Buenos Aires do que Ezeiza, mas essa possibilidade foi descartada por problemas logísticos e de segurança.