Gana apresentou uma reclamação formal ao Canadá devido à negativa do país em conceder um visto ao jogador Thomas Partey para disputar a Copa do Mundo de 2026, informou o ministro das Relações Exteriores do país africano neste sábado. O atleta de 32 anos será julgado por estupro e agressão sexual no próximo ano no Reino Unido.
"Gana enviou uma nota oficial de protesto" ao Canadá, pedindo que revogasse esta "decisão infeliz", informou o ministro das Relações Exteriores ganês, Sam Okudzeto Ablakwa.
Ex-meio-campista do Arsenal e atualmente no Villarreal, Partey não poderá viajar para Toronto, onde Gana fará sua estreia na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Panamá. A seleção ganesa estabeleceu seu campo-base nos Estados Unidos, na Bryant University, em Boston.
Partey se declarou inocente de sete acusações de estupro e uma de agressão sexual, relacionadas a denúncias feitas por quatro mulheres entre 2020 e 2022, período em que era jogador do Arsenal.
"Ainda que se respeite o direito soberano do Canadá de aplicar suas leis de imigração, Gana considera que a dependência de acusações não comprovadas, na ausência de uma decisão judicial, levanta questões fundamentais de equidade e proporcionalidade", afirma o comunicado.
A Fifa confirmou que Partey não poderá viajar da concentração da seleção de Gana em Boston para o Canadá. O jogador, no entanto, poderá disputar as partidas seguintes de Gana pelo Grupo L, contra a Inglaterra e a Croácia, ambas nos Estados Unidos.
Acusações de estupro
O jogador do Villareal, ex-meio-campista do Arsenal, foi acusado de cinco estupros e uma agressão sexual em julho de 2025 pela Polícia Metropolitana de Londres. Partey foi indiciado, mas aguarda julgamento e ainda não foi condenado. Em setembro do ano passado, ele se declarou inocente.
O ganês, contudo, foi acusado por outros dois novos estupros em fevereiro de 2026. Dois meses depois, o atleta declarou inocência novamente.
As sete acusações de estupro e uma de agressão sexual serão julgadas no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. Embora o julgamento estivesse marcado para novembro deste ano, segundo o The Athletic, há possibilidade de ser transferido para o início de 2027.
Em seu site, o governo canadense afirma que “se você cometeu um crime ou foi condenado por um, pode não ter permissão para entrar no Canadá.”