Sem nenhuma garantia de que o sorteio dos grupos das Eliminatórias vá ter uma grande audiência, nenhum dos habituais patrocinadores da Fifa candidatou-se a bancar a atração. No entanto, através de dois contratos - cada um deles de R$ 15 milhões -, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Riotur - Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro viabilizaram os custos.
Tanto a Fifa como a CBF garantem ir muito bem nas finanças. A entidade maior do futebol teve, entre 2006 e 2010, um lucro de mais de US$ 600 milhões, enquanto a CBF tem em caixa mais de R$ 120 milhões. No Rio de Janeiro, o vereador Paulo Pinheiro chegou a pedir para ter acesso ao teor do contrato com o Comitê, mas só poderá ter o pedido atendido em agosto.
Ricardo Teixeira, aliás, pode ter um papel apenas de coadjuvante no sorteio do próximo sábado. De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, apenas a presidente Dilma Rousseff e o mandatário maior da Fifa, Joseph Blatter, seriam os responsáveis pelos discursos. A pedido de Dilma, um discurso inicial de Teixeira, de cerca de três minutos, teria sido retirado da programação.