Ex-cônsul da Holanda na Capital gaúcha, ele não acredita, porém, em uma grande mobilização da comunidade holandesa no Rio Grande do Sul para assistir ao jogo. “Em Porto Alegre há muito poucos holandeses. A maioria está no interior, como em Não-Me-Toque. Pode ser que venham de lá para cá, mas a viagem custa caro”, afirmou Kroes, que está no Brasil há 40 anos. Para ele, a Holanda tem chances de estar novamente na final. “Estou feliz que a Holanda chegou à Copa e espero que ganhe.”
Já o cônsul-geral adjunto da Argentina na Capital, Julio Devoto Martinez, comemorou o resultado do sorteio. Os hermanos jogam no dia 25 de junho, às 13h, no Beira-Rio. “Vai ser um pouco como jogar em casa”, projetou. Ele ressaltou que, apesar da rivalidade histórica entre Brasil e Argentina, o jogo a ser disputado na Capital irá possibilitar uma aproximação cultural dos argentinos com os brasileiros.
Francês pede mesmo empenho na repescagem
O francês Jacques Pétriment, 55, morador de Porto Alegre há três anos, espera ver no Beira-Rio, no dia 15 de junho, o mesmo empenho que a França demonstrou durante a classificação contra a Ucrânia, na repescagem para a Copa do Mundo.
“Todos os jogadores estavam engajados pela camiseta francesa. Nos jogos anteriores, não havia sido assim”, lembrou ele, que é diretor da Aliança Francesa em Porto Alegre. A seleção francesa irá enfrentar Honduras, em jogo do grupo E, na Capital gaúcha. Ele lembrou que os franceses já estiveram em Porto Alegre recentemente, em jogo amistoso contra o Brasil. “Vai ser um momento lindo para compartilhar com nossos amigos franceses no RS”, acrescentou.
Torcedor do Olympique de Lyon, o francês radicado em Porto Alegre acredita que os “azuis” têm de jogar de forma mais coletiva para ter sucesso no mundial. Para que isso ocorra, Pétriment confia na capacidade do técnico Didier Deschamps. “Ele tem a capacidade de mobilizar todo o grupo de jogadores jovens por um jogo mais coletivo”, explica.
Sul-coreano vai correr atrás de ingresso
O advogado sul-coreano In Kyu Lee, de 41 anos, vibrou ao saber que a sua seleção irá jogar na cidade onde ele mora desde a infância. O jogo contra a Argélia é no dia 22 de junho, às 13h. “Fiquei muito contente. Vou fazer todo o possível para conseguir o meu ingresso”, afirmou. “Toda a família está mobilizada para ver a Copa.”
Mestre em taekwondo - arte marcial surgida na Coreia do Sul -, ele e a família vieram para Porto Alegre há mais de 30 anos. Seu pai foi um dos responsáveis por introduzir a luta no Rio Grande do Sul.
Lee também comemorou a composição do grupo H. Além da Argélia, a Coreia do Sul irá enfrentar, na primeira fase, Bélgica e Rússia. “Acho que, historicamente, é o melhor grupo que já tivemos”, observou. “Vamos ver se chegamos na segunda fase, o que já é uma vitória”, acrescentou o sul-coreano.
Fã de futebol, ele esteve na Coreia recentemente, quando a Seleção Brasileira enfrentou os donos da casa. O resultado foi uma vitória dos brasileiros por 2 a 0. Agora, Lee espera que, caso o encontro se repita na Copa do Mundo, os coreanos tenham melhor sorte.