Copa do Mundo

Inter e Fifa vão definir orçamento das obras no Beira-Rio

Entidade quer garantias econômicas de que as reformas podem ser bancadas pelo clube

Dirigentes do Inter e do Comitê Organizador Local da Copa do Mudo (LOC) irão se reencontrar na próxima semana para definir um cronograma financeiro da reforma do Beira-Rio para sediar partidas da Copa do Mundo do Brasil. O clube gaúcho e a entidade máxima do futebol entraram em divergência quanto aos valores da obra. A diretoria do Inter levantou valor de R$ 150 milhões. Contudo, técnicos da Fifa acreditam que a adaptação do Beira-Rio para os padrões da entidade custará, pelo menos, R$ 200 milhões.

O plano do Inter é tocar as obras sozinho, e para isso já vendeu o Eucaliptos por R$ 28 milhões. O restante dos recursos deve vir da venda antecipada de cerca de 130 camarotes por 10 anos, ao custo de cerca de R$ 1 milhão cada – entretanto, a Fifa não aceita isso como garantia.

“Eles vão se reunir na semana que vem para um planejamento financeiro da obra. Tudo será feito em etapas e, duas semanas depois deste primeiro encontro, começarão a ser definidas questões como um cronograma de desembolso”, explicou o titular da Secretaria Municipal Extraordinária da Copa 2014, Ricardo Gothe, em entrevista à Rádio Guaíba.

O secretário evitou rivalizar a questão da sede, já que a negativa da Fifa pode dar chances para a Arena Tricolor sediar o evento. “é um negócio entre duas entidades privadas – o Comitê Nacional da Copa e o Inter. É da nossa cultura rivalizar todas as questões mas devemos pensar que quem tem que estar otimista é a cidade de Porto Alegre, que terá dois ótimos estádios até lá”, finalizou.

Para o 1º vice do Inter, Pedro Affatato, a reunião desta quarta-feira foi bastante produtiva, principalmente, para definir questões técnicas. “O LOC tem outro orçamento, mas não não nos deu valores. Então, vamos fazer uma conciliação de orçamentos para definir um valor único”, explicou Affatato.

De acordo com ele, assim que se chegar a um número único será feito o cronograma físico da obra. “Temos 24 meses de obras para executar e dividir o orçamento nesses meses. Assim, saberemos quanto se precisa de recursos. Depois disso, também poderemos definir as linhas de créditos”, explicou Affatato.

“A Fifa reconhece nossos recursos em caixa, como a venda do Eucaliptos, mas admite que são suficientes para um período de obras”, argumentou em seguida.

Outra questão que está colocando colorados e membros do LOC em divergência é o rebaixamento do gramado do Beira-Rio – como foi feito com o Maracanã, para o Pan do Rio/2007.

Em engenharia tudo é possível. O que mais nos preocupa é que se fizermos uma obra dessas teremos de fechar o estádio por um período razoável e não vamos ter como atender ao calendário com esta intervenção. Vamos alocar no orçamento os recursos para um eventual rebaixamento do campo, mas entendemos que não precisa ser feito”, revelou Affatato.


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