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A partida entre Dinamarca e Japão começou com apenas um time jogando. A seleção do técnico Morten Olsen imprimiu seu ritmo desde o início e prensou os japoneses. Apesar do domínio territorial, a partir dos 11 minutos quem deu as cartas foi o Japão. As primeiras chances surgiram através de contra-ataques em alta velocidade. Aos 12, após bom cruzamento da esquerda, Matsui concluiu com perigo para uma defesa sem jeito do goleiro Sorensen.
Em seguida, Hasebe disparou pela direita e recebeu a bola na área dinamarquesa. Ele arrematou bonito, mas a bola subiu e terminou em escanteio. Muito atrapalhada e sem profundidade, a seleção europeia não conseguia jogar. Muitos passes errados e a pouca criatividade impediram que Brendtner e Tommasson atuassem bem e causassem perigo.
Ainda que jogasse pelo empate para se classificar para as oitavas de final, o Japão abriu o placar. Aos 17 minutos, após um chute fortíssimo da intermediária, Honda surpreendeu o goleiro Sorensen. Era a primeira cobrança de falta bem aproveitada.
A partida ganhou em disputa. A Dinamarca permaneceu assoberbada e não conseguia traduzir a vantagem em lances de perigo. Aos 30, surgiu mais uma falta para Honda cobrar, bem próxima da área dinamarquesa. Dessa vez, quem bateu foi Endo que, com maestria, ampliou o escore no estádio Royal Bafokeng.
Com dois gols de vantagem, o Japão seguiu para o vestiário consciente de que havia feito uma partida irretocável. Mais 45 minutos e a seleção estaria nas oitavas de final.
Japão executa a Dinamarca e se classifica
No retorno do intervalo, o panorama da partida não sofreu modificação. A Dinamarca jogava mais, tinha posse de bola, e o Japão apenas se defendia.
Na metade do tempo, os times caíram muito de produção. Apesar das substituições, a Dinamarca não apresentava qualidade técnica. Mesmo com respostas ofensivas esporádicas, o Japão levava mais perigo, sempre com Honda ou com Okubo.
Em boa parte do segundo tempo, a Dinamarca jogava de forma desesperada. Lançamentos para área faziam parte da ordem do dia. Até que num deles, aos 36, Hasebe fez bobagem dentro da cozinha japonesa. Agger foi derrubado, e o juiz Jerome Dammon marcou pênalti. Tommasson bateu e descontou.
O gol que poderia acrescentar ânimo para o time de Morten Olsen apenas salvou a honra. O Japão aproveitou o desacerto da Dinamarca e ampliou o placar. Aos 42 minutos, Honda fez bela jogada e invadiu a área. Tirou o goleiro Sorensen da jogada e só encostou para Okazaki. O número 9, que recém tinha entrado, deu números finais à partida.
O Japão, depois de um início cambaleante na Copa, alcançou a segunda classficação para oitavas de final na sua história. Agora encara o Paraguai, em Pretória, por uma vaga nas quartas de final.
Copa do Mundo - Grupo E
Dinamarca 1
Sorensen, Jacobsen, Kroldrup (Larsen), Agger e Simon Poulsen; Christian Poulsen, Kahlenberg (Eriksen) e Jorgensen (Jacob Poulsen); Rommedahl, Bendtner e Tomasson. Técnico: Morten Olsen.
Japão 3
Kawashima; Nagatomo, Nakazawa, Túlio Tanala e Komano; Yuki Abe, Makoto Hasebe, Matsui (Okazaki) e Endo(Inamoto); Keisuke Honda e Yoshito Okubo (Konno). Técnico: Takeshi Okada.
Gols: Honda (J), 17/1º; Endo(J), 30/1º ; Tommasson (D), 36/2º e Okazaki (J), 42/2º
Árbitro: Jerome Damon (da África do Sul).
Local: Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo.
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