A primeira semana sequer terminou, mas apareceu um candidato. No caso, não de candidato a título, a craque ou decepção da Copa. Me refiro a um momento específico. A história dos Mundiais é repleta deles. Há para todos os gostos e quanto mais edições o leitor acompanhou, maior é a lista. Cada um tem a sua. Comigo não seria diferente. Vamos a eles cronologicamente desde a da Itália-1990, quando eu tinha oito anos.
1990: o goleiro colombiano Higuita e seus cabelos esvoaçantes saindo driblando até o meio do campo.
1994: Yekini agarrado às redes chorando ao comemorar o primeiro gol da Nigéria na história das Copas.
1998: O pique de Cafu em direção a Ronaldo caído no gramado após o choque com o goleiro francês Barthez na final
2002: O goleiro Seaman se emaranhado nas redes no inesquecível gol de falta de Ronaldinho contra a Inglaterra.
2006: Cabeçada de Zidane em Materazzi na decisão entre França x Itália.
2010: Suárez salvando com a mão o gol que eliminaria o Uruguai nas quartas de final contra Gana
2014: A foto de Felipão fazendo com os dedos o placar do fatídico Brasil x Alemanha.
2018: Neymar virando meme rolando pelos gramados russos.
2022: A defesa com o "Pé de Deus" do goleiro argentino Dibu Martínez no último lance da final contra a França.
Até agora, em 2026 nada foi mais bonito do que a imagem do brilho do olhar da repórter Bárbara Coelho da Cazé TV ao conversar com o goleiro Vozinha, herói do empate histórico de Cabo Verde com a Espanha. Na era da velocidade da informação e do fenômeno das redes sociais, o jogador de 40 anos que entrou em campo com 'uns 40 mil seguidores' saiu em direção ao vestiário com quase 1,5 milhão de fãs, quase o triplo da população do arquipélago africano. "Isso é muito louco. Isso é muito loco", reagiu incrédulo em um português bem brasileiro.
No aguardo da imagem de dentro do campo.
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