Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: 'A maior injustiça está por vir'

Não há explicação convincente para o Estádio Azteca não abrigar mais jogos da Copa do Mundo a partir das quartas de final

Jogadores do México celebram a vitória de 2 a 0 sobre o Equador, a terceira no Azteca
Jogadores do México celebram a vitória de 2 a 0 sobre o Equador, a terceira no Azteca Foto : YURI CORTEZ / AFP / CP

Ansioso que sou, sofro por antecipação e não espero algo acontecer para lamentar. Escrevi na primeira semana do torneio que o maior crime da Copa é o gramado do MetLife Stadium, justamente o da final. Atento e justo, meu colega Carlos Corrêa disse ter lido no New York Times uma crítica parecida. A maior injustiça, no entanto, envolve outro estádio e uma possibilidade cada vez mais real.

A julgar pelo tanto que jogou o México, não só nos três jogos da primeira fase, mas no 2 a 0 contra o Equador e pelo pouco que jogou a Inglaterra depois da convincente estreia contra a Croácia, não será zebra se os mexicanos eliminarem os ingleses no domingo. Onde será o jogo? No Azteca, local dos maiores públicos da competição - todos acima de 80 mil - e de sinergia inigualável entre time e torcida.

Se a hipótese acima se confirma e o Brasil elimina a Noruega, brasileiros e mexicanos cruzarão os caminhos nas quartas de final. Onde será o jogo? No Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos onde serão todos os jogos a partir das quartas. É dose! Não bastasse a Seleção Brasileira não realizar uma única partida em Guadajara onde brilhou em 1970 ou na Cidade do México onde ergueu o Tri, poderá encarar um anfitrião do Mundial na condição de visitante. Sem a atmosfera do Azteca, perde o Brasil, o México, a Copa, o futebol e a história.