Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: “Ancelotti, o camaleão sem stress”

Conhecido também pela capacidade de se adaptar a diferentes clubes, Ancelotti tem mostrado tino rápido para adaptar as peças na montagem de Seleção Brasileira

Experiente em clubes, Carlo Ancelotti está debutando em Copas do Mundo no comando da Seleção Brasileira
Experiente em clubes, Carlo Ancelotti está debutando em Copas do Mundo no comando da Seleção Brasileira Foto : LARS BARON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP / CP


Vem comigo. Pouco antes da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti perdeu três titulares da Seleção Brasileira: Éder Militão, Estevão e Rodrygo, todos machucados. Já em solo americano, perdeu mais um. Wesley se machucou no último amistoso preparatório contra o Egito. Veio a surpresa na escalação da estreia, mas 45 minutos contra Marrocos foram suficientes para perceber os erros.

No intervalo, ele trocou Ibañez por Danilo e Igor Thiago por Matheus Cunha. Veio o jogo contra o Haiti e a baixa foi Raphinha. Quando Luiz Henrique parecia ser a escolha, até por ter entrado na primeira rodada, Rayan se tornou titular. Agora o desfalque é Lucas Paquetá, o mais híbrido dos meio-campistas. A Noruega sugere um confronto físico e também por isso Danilo Santos seria a bola da vez, mas há de se respeitar qualquer outra visão do camaleão.

Em sua biografia, o técnico mostra como se adaptou a diferentes culturas em clubes diferentes para ser campeão na Espanha, Alemanha, Itália, França e Inglaterra. Se na Seleção não tem o dia a dia de vestiário, até aqui parece não estar fazendo falta para tomar a melhor decisão. Sua tranquila sabedoria desafia a nossa própria história. “O Brasil tem várias identidades. Eu não quero uma identidade clara na equipe, porque a minha equipe tem que fazer muitas coisas”, diz o itaiano.

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