Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: "Desfrutemos do último gás de Cristiano Rolando em Copas"

Aos 41 anos, fenômeno português vai para o seu sexto Mundial

CR 7 se prepara para a estreia de Portugal na Copa nesta quarta-feira diante de RD Congo
CR 7 se prepara para a estreia de Portugal na Copa nesta quarta-feira diante de RD Congo Foto : PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP / CP

O Brasil costurava a quinta estrela na camisa no mesmo ano em que Cristiano Ronaldo se olhava no espelho do vestiário do Sporting, pela primeira vez como profissional. De 2002 para cá, a Seleção Brasileira nunca mais enfiou a linha na agulha e o miúdo da Ilha da Madeira virou um fenômeno do futebol mundial. Na verdade do esporte, há muitos poucos como o português que disputará a sua sexta e última Copa do Mundo.

Atravessar duas décadas em plena forma é ir além do dom recebido. É valorizá-lo, lapidá-lo e devolvê-lo em forma de espetáculo para o público. Uma rápida pesquisa mostra que a geração 40+ goza desse privilégio. Vimos Tom Brady na NFL, Nadal e Federer no tênis, Oscar no basquete, e seguimos vendo Djokovic no tênis, LeBron James na NBA, Hamilton na F-1, a Rainha Marta no futebol feminino e a dupla Messi e CR 7 no masculino.

Enquanto o argentino atingiu o ápice no Catar ao conduzir a Argentina ao Tri, o Gajo tem uma tarefa bem mais inglória. Além de não ter o mesmo talento nato dos acima citados, tem menos energia do que antes. Se em 2002 ele era muito novo ao debutar em Copas no time de Felipão com Deco, Figo e Rui Costa, hoje, aos 41 anos, fica difícil acompanhar Nuno Mendes, João Neves e Vitinha. No entanto, poucos da seleta lista têm a vocação para o trabalho como o Robozão. Então não serei eu a duvidar de quem tem 975 gols em mais de 20 anos de carreira. Desfrutemos, ora pois.

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