Não busque lógica na Copa do Mundo. Nem dentro de campo por aquilo que historicamente ensinou em relação a seleções prestigiadas transformadas em decepções ou desprestigiadas no embarque, mas eternizadas no desembarque. E fora de campo no que diz respeito ao que acontece desde que os envelopes com os nomes dos países-sede foram abertos.
A divisão dos 104 jogos em 78 nos Estados Unidos, 13 no Canadá e 13 no México era um claro indício de quem de fato quer chamar o evento de seu. Donald Trump, presidente americano, maneou a entidade que transformou a maior competição de futebol do planeta na maior máquina de fazer dinheiro em benefício próprio que se tem conhecimento. Mostram-se baita parceiros que mandaram às favas o espírito de reunião de povos e culturas. Que o digam Irã, Somália, Haiti, Senegal e até a Rússia, suspensa no futebol desde o começo da guerra com a Ucrânia. O que não vale no conflito bélico em curso entre EUA x Irã.
No esporte mais popular do planeta, não há controle somente do resultado. Nesse aspecto até a Copa do Mundo preserva o caráter democrático. Por mais que as forças dos poderosos imprimam maior pressão, ainda é o talento nato e humano que decide o desfecho do torneio. E para jogar bola com os pés, a origem diz muito mais do que qualquer outra coisa. Seja dinheiro, ou poder.