Sem a Itália que nem veio e a Turquia que já foi, a Copa fica sem duas das torcidas mais fanáticas por futebol do Mundo. Ausentes das três últimas edições, os italianos não sei se gostam de ver um filho da terra comandando um rival. Sei que ao ver Carlo Ancelotti se esforçando para cantar o hino nacional brasileiro antes do jogo contra a Escócia pensei cá com meus botões: "O que estão pensando os brasileiros patriotas a respeito do patriotismo do senhor da sobrancelha erguida?"
Perguntado sobre a cena que surpreendeu a todos, ele foi claro e direto como tem sido desde que atravessou o Atlântico: “Eu conheço dois hinos: o italiano e, agora, estou aprendendo o hino do Brasil, que é difícil. Li as palavras (no telão) para cantar, eu gosto de cantar o hino. Neste período, eu sou, com honra, parte deste País. Gostei de cantar o hino”, revelou o técnico.
É possível torcer por uma seleção e por um time de muitas formas. Não há certo e errado. Os argentinos, por exemplo, alentam como ninguém. Se são patriotas, impossível distinguir entre aquele que paga mil dólares num ingresso nos EUA ou o outro que invade à força a Bombonera. O que desconfio, isso sim, é que depois do gesto de absoluto respeito ao país que o acolheu, Carleto colocou uma pulga atrás de muita orelha por aí. E não duvido de agora termos menos camisas da Seleção Brasileira pelas ruas.