Quando Endrick recebeu lindo passe de Vini e ficou na cara do goleiro Nyland, gritei gol. Não pela clareza do lance, mas por o jovem ser um atacante um predestinado em momentos como esse. Errei, mas vejo ele o mais perto de grandes 9 que tivemos não só em títulos, mas na história da Seleção Brasileira.
A primeira semana da Copa do Mundo permitia riscos de opiniões precipitadas. Escrevi "Haaland é o furacão e não o Harry Kane". Acertei. Claro, para aproveitar o trocadilho, mas também para observar que o norueguês é um monstro. Sem brincadeira. Com os dois de ontem, ele chegou a 7 na Copa ao lado de Messi e Mbappé e 359 gols na carreira. E que gols!
No primeiro, ao ver o cruzamento ser desenhado, tirou a mínima distância do marcador para ganhar impulso e saltou. Escorou Gabriel Magalhães com o braço e deu um testaço com força e estilo. No segundo, mesmo parado, bateu forte vencendo Alisson que pulou, de novo sem sucesso.