Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: "Mudaram os juízes e não as regras"

Avaliação do diretor de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina sobre as mudanças nas regras do futebol é positiva. O que parece ter mudado em um aspecto são os homens do apito

Folarin Balogun, dos Estados Unidos, foi expulso após falta feia em Tarik Muharemovic, da Bósnia
Folarin Balogun, dos Estados Unidos, foi expulso após falta feia em Tarik Muharemovic, da Bósnia Foto : MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP / CP

Fui atrás do pacote de mudanças nas regras de arbitragem para a Copa do Mundo e me deparei com um depoimento de Pierluigi Collina, comandante da pasta na Fifa. A avaliação do ex-árbitro, passados os jogos da primeira fase, é positiva. Segundo ele, há nítida percepção de que tem mais bola rolando. Ou seja, as precações para diminuir a cera, acelerar a reposição de bola ou constranger um falso machucado têm tido boa aceitação. Me parece isso também dentro e fora de campo, mas na minha procura não encontrei algo que também está claro.

Aumentou o limiar entre deixar o jogo correr e coibir a violência. Que sempre existiu dois pesos e duas medidas para avaliar um lance de Messi e outro de Balogun eu sempre soube. A novidade é que, salvo o italiano carequinha e craque quando apitava, mostre o contrário, os juízes têm se aproximado de subverter as sagradas regras não mais somente protegidos pela interpretação, mas agora pelas misteriosas 'orientações.' Que estão fora do pacote.

Como ouvir alguém da International Football Association Board, entidade regulamentadora das regras do futebol, é mais difícil do que encontrar um Chester vivo antes (e depois) do Natal, permaneço sem entender. Se aquilo que era falta até mês passado permanece sendo nesta e nas próximas Copas, o que mudou foram os juízes e não as regras.

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