Há um fator que une Brasil x Estados Unidos, de 1994 com o Brasil x Japão, desta segunda-feira, além do fato de ambos os jogos de caráter eliminatório serem disputados em território americano.
Sem contar o período da primeira Copa, em 1930, até o primeiro título de 1958, na Suécia, o hiato entre o Tri, no México em 1970 e o Tetra, nos Estados Unidos, tem os mesmos 24 anos que separam o Penta, na Coreia e Japão em 2002, de agora. Ou seja, trata-se do mesmo e maior espaço de tempo sem que a Seleção Brasileira tenha levantado um Mundial.
Tanto no histórico 4 de julho na Califórnia quanto neste 29 de junho, no Texas, quando os jogadores se arrumaram para deixar a concentração, carregaram na mala a incerteza da volta ao hotel. Nos dois casos, com peso extra na bagagem.
O primeiro mata-mata impõe goela abaixo o fator decisivo protegido na fase de grupos onde erros cometidos não significam retornar para casa. Que assim como foi para o time de Parreira diante dos americanos, em 1994, hoje contra o Japão seja mais um passo firme do time de Ancelotti rumo ao título.