Em Copas do Mundo são 30 jogos, 21 gols e 9 assistências. Ou seja, uma ação resultante em gol por partida. Os números de Messi só não são maiores porque está guardado nos arquivos agora também o recorde de quatro pênaltis desperdiçados, mas esquecida na memória a quantidade de passes para companheiros que não tomaram o rumo da rede.
Não há como saber, mas meses depois de finalmente tirar o peso enorme das costas ao conduzir a Argentina ao tricampeonato mundial, Messi passou a administrar o combustível. O que pintava ser um privilégio somente para os torcedores do Inter Miami, respingou em quem ama futebol e esperava ainda vê-lo brilhar em outro Mundial.
Ao deixar a Europa para jogar na MLS, meses depois do título no Catar, está evidente que ele chegou com gasolina sobrando em sua sexta e última Copa, com 39 anos. A vibração com o soco no ar quando empatou o jogo contra o Egito, ontem lembrou a comemoração característica de Pelé. Pena para os africanos que faziam história também, mas Messi parece ter mais por fazer.
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