Para o Diário Olé, a Argentina teve coração de campeão. O símbolo da equipe foi Javier Mascherano, que jogou com garra e vendeu caro a derrota para a Alemanha. Além disso, o jornal destacou que durante os 120 minutos a arbitragem não marcou um pênalti em Higuaín, supostamente cometido pelo goleiro Neuer.
O Olé ainda salienta que a Argentina fez sim o jogo perfeito, conforme solicitou o técnico Alejandro Sabella na véspera da decisão. "A Argentina cedeu a posse de bola para Alemanha, mas não cedeu o controle do jogo", relatou.
O Clarín destacou que a Argentina perdeu na prorrogação, ficou sem troféu, mas deixou o gramado do Maracanã com o peito inflado e a cabeça erguida. O jornal lembrou a tensão que imperou durante o jogo contra a Alemanha e lamentou as chances perdidas com Higuaín e Palacio.
A seção de esportes do La Nación afirmou que o coração argentino ficou tão perto da glória na final contra a Alemanha. "Desta vez, as lágrimas que brotam não são de alegria, são de tristeza", relatou. Para o periódico, diante dos alemães, a Argentina não poderia ter perdido chances tão claras de gol durante os 120 minutos.
No lado campeão, o jornal alemão Neue Presse exaltou o "coringa" do técnico Joachim Low. Mario Gotze entrou na parte final da decisão e marcou o gol da vitória na prorrogação. "Foi um triunfo histórico para Alemanha, que se tornou a primeira seleção da Europa a ganhar uma Copa do Mundo organizada nas Américas", recordou. "Para a geração de Lahm e Schweinsteiger, foi a coroação da carreira", acrescentou.
O Bild escreveu nesta segunda-feira. "É grande prazer escrever estas palavras. Ou gritar: 'Campeão do Mundo. A Alemanha é campeã do Mundo'". O jornal ainda relembra a magnífica vitória sobre a Seleção Brasileira no caminho para a final. "O título é da seleção que pulverizou os anfitriões com um resultado de 7 a 1. Sete a um. É um placar que pode ser repetido muitas vezes porque permanece como algo fora da realidade", relatou.