Para ela, que chegou a Porto Alegre nessa sexta, a estreia contra a França será o confronto mais difícil da sua seleção na primeira fase. Além de assistir o jogo no Beira-Rio, ela também irá conferir de perto a segunda partida, em Curitiba. “Ver a Copa no Brasil é mais especial”, conta ela. “Lá em Honduras associamos o país de vocês ao futebol e ao samba. E este clima de Mundial é muito bom, um clima amistoso entre as seleções e torcedores.”
De fato, o Largo Glênio Peres estava uma miscelânea de sotaques, idiomas e, claro, camisetas de futebol. Ponto de concentração dos torcedores franceses, o Chalé da Praça XV. Era Allez les Bleus para cá e para lá, em meio a dezenas de litros de chope e a exótica caipirinha.
Do lado de fora, entre hondurenhos, franceses, argentinos e australianos, os gaúchos também curtiam. Famosos por pedir “ajuda” para o café da manhã em troca de um bom som, o Conjunto Blue Grass Porto-Alegrenses agradeceu o apoio em euro recebido pelos turistas. “Ajudaram um pouquinho”, brincou um dos músicos, enquanto os vendedores de cornetas e apetrechos verde e amarelos também comemoravam as boas vendas.
Gaúchos de Muçum, Maicon Rodrigues e a mãe Marionilde e a irmã Tatiane foram conferir de perto do “clima de Mundial”. Ele mora na Capital há seis anos e ressalta que nunca viu Porto Alegre com tantos policiais. No entanto, para ele ainda falta mais decoração na cidade. A irmã concordou: “Está pouco ainda”. Contudo, a mãe gostou do que já viu: “É muito legal chegar a Porto Alegre e ver tanta gente diferente assim”.
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