Copa do Mundo

Manifestantes e PM entram em confronto em frente ao Mané Garrincha

Tropa de choque usou spray de pimenta e bombas de efeito moral

Manifestantes criticam recursos que poderiam ser usados em hospitais e educação
Manifestantes criticam recursos que poderiam ser usados em hospitais e educação Foto : Marcello Casal / ABr / Divulgação CP
Faltando pouco mais de uma hora para o jogo entre Brasil e Japão, a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal tentou dispersar, com spray de pimenta e bombas de efeito moral, manifestantes que protestavam contra gastos públicos com a Copa do Mundo em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.  A PM informou que oito manifestantes foram presos durante a ação.

O confronto teria começado quando um grupo de pessoas tentou acessar o local onde estavam concentrados os manifestantes. Algumas pessoas, entre elas manifestantes, foram atingidas no tórax e na cabeça, conforme presenciou a reportagem da Agência Brasil. Segundo a PM, quatro policiais das Rotas Ostensivas Táticas Móveis (Rotam) foram feridos com pedradas.

Apesar de ter ocorrido próxima de trocedores, o chefe da Comunicação Social da Polícia Militar, Zilfrank Antero, disse que a ação policial foi natural. "Eles (manifestantes) não obedeceram ao uso progressivo da força. A polícia está aqui para garantir a ordem", disse, enquanto o confronto ocorria.

O sistema de som do estádio chegou a dar instruções para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo, já que boa parte do público que foi assistir à partida ainda estava fora do estádio. "As bombas de gás não causam mal à saúde. Procure não esfregar os olhos", foi anunciado.

Os manifestantes carregavam faixas que, com humor, transmitiam a insatisfação do grupo."Cartão vermelho para a Copa que viola direitos humanos", indicava uma faixa. "Queremos que o governo aprove a lei do auxílio aluguel. Essa lei já existe, mas só falta a assinatura do governo, que está adiando o processo", explicou Sérgio Leonel, cordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). "Venderam vários terrenos do governo para empresas privadas de construção civil, enquanto poderiam ter sido usados para construir moradia social", completou, alegando que que parte da verba usada para a construção do estádio veio da venda de terrenos da Terracap (Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal).


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