A vitória do Marrocos sobre a Escócia por 1 a 0 nesta sexta-feira em Boston serviu como um aperitivo um pouco indigesto para a partida da Seleção Brasileira, que acontece na sequência. A equipe marroquina deixou ainda mais evidente do que o jogo de estreia que o Brasil não tem, neste grupo, a hegemonia a qual está acostumado há tantos anos.
A última vez que o Brasil não avançou como primeiro de seu grupo na Copa do Mundo foi em 1966, que também foi a última vez em que o Brasil não passou da fase de grupos. No que depender do Marrocos, porém, a Seleção terá que suar para avançar em primeiro.
A equipe marroquina foi absolutamente superior à Escócia durante quase toda a partida, a começar pelo gol, o mais rápido da Copa até então. Foram necessários apenas 70 segundos para Saibari soltar uma bomba da entrada da pequena área e abrir o placar.
A equipe africana ditou o ritmo, manteve a pressão no campo adversário e simplesmente não deixou os escoceses jogarem. No primeiro tempo, nas raras vezes em que os europeus conseguiram trocar passes no campo ofensivo, eram barrados assim que tentavam invadir o último terço do campo. Foi só nos acréscimos que os escoceses conseguiram pisar na área.
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Enquanto isso, o Marrocos só não ampliou porque falhou na finalização, mas teve diversas oportunidades. O jogo aberto serviu de incentivo à Escócia, que voltou melhor no segundo tempo, principalmente depois da parada para hidratação.
Apesar do caráter mais ofensivo da segunda etapa, o placar se manteve estático. O saldo de gols contra o Haiti deve ser o grande divisor de águas para definir a liderança do grupo.
Ficha
ESCÓCIA: Gunn, Patterson, Hanley, Hendry e Robertson; McGinn (Stewart), Christie (McLean), Ferguson e Tierney (Gannon-Doak); McTominay e Adams (Dykes). Técnico: Steve Clarke.
MARROCOS: Bono, Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; Bouaddi, El Aynaoui, Díaz (Amaimouni), Ounahi (El Mourabet) e Khannouss (Talbi); Saibari (Rahimi). Técnico: Mohamed Ouahbi.
ÁRBITRO: Ilgiz Tantashev (Uzbequistão)