A Alemanha ainda tenta digerir sua primeira eliminação em disputas de pênaltis na história das Copas do Mundo, mas um detalhe aumentou o constrangimento do país conhecido pela eficiência nas penalidades.
A queda diante do Paraguai coroou o que Kai Havertz — um dos três alemães que erraram suas cobranças — classificou como uma campanha "desastrosa". O país vinha de seis vitórias consecutivas em disputas de pênaltis em grandes torneios e não perdia uma série desde a final da Eurocopa de 1976, contra a antiga Tchecoslováquia.
Para piorar a terceira eliminação precoce consecutiva da Alemanha em Mundiais, a imprensa alemã revelou que quatro jogadores de Julian Nagelsmann hesitaram em assumir a responsabilidade antes da batida decisiva.
Após o Paraguai desperdiçar duas chances de fechar o jogo e Manuel Neuer defender a cobrança de Fabian Balbuena, o zagueiro Jonathan Tah chamou a responsabilidade. No entanto, o defensor do Bayern de Munique isolou a bola por cima do travessão. Na sequência, José Canale converteu e classificou o Paraguai para as oitavas de final.
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Segundo o jornal Bild, Tah nunca havia cobrado um pênalti no futebol profissional e só assumiu o chute após a recusa de quatro companheiros para bater a sexta penalidade: Leon Goretzka, Waldemar Anton, Nathaniel Brown e Malick Thiaw.
A postura de Goretzka foi a mais surpreendente. Com 72 jogos pela seleção, o veterano do Bayern de Munique recusou o pedido por duas vezes feitas pelo capitão e colega de clube, Joshua Kimmich.
O adeus precoce gerou manchetes brutais e comentários enfurecidos na imprensa alemã. A capa do Bild estampou "O próximo pesadelo do futebol alemão", enquanto a colunista Marion Horn criticou duramente a reação do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
No X, Merz escreveu: "Mesmo que a eliminação doa: que jogo, @DFB_Team! Com o compromisso e o espírito de equipe nesta Copa, vocês emocionaram nosso país. Estamos orgulhosos de vocês".
Horn classificou o post como "desastroso" e "devastador".