Copa do Mundo

Messi encerra Copa de 2026 com oito gols e ainda maior na história do futebol

Craque argentino foi essencial para a campanha até a finalíssima contra a Espanha

Camisa 10 vislumbrou o topo novamente
Camisa 10 vislumbrou o topo novamente Foto : Odd Andersen / AFP / CP

Lionel Messi escreveu neste domingo (19) o provável último capítulo de sua trajetória em Copas do Mundo. A Argentina foi superada pela Espanha por 1 a 0, na prorrogação da final, encerrando a participação do camisa 10, que se despede do mundial como o segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols, atrás apenas do francês Kylian Mbappé, que soma 22, consolidando ainda mais seu legado entre os maiores jogadores de todos os tempos.

Depois da conquista do título mundial em 2022, no Catar, muitos imaginavam que Messi teria uma participação mais discreta na edição de 2026. O roteiro, porém, foi bem diferente. O capitão argentino voltou a ser protagonista e conduziu sua seleção até mais uma decisão.

Logo na estreia, marcou os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, deixando claro que ainda faria a diferença. Na rodada seguinte, desperdiçou um pênalti, mas balançou as redes duas vezes na vitória sobre a Áustria. Com esses gols, ultrapassou Miroslav Klose e assumiu, de forma isolada, a artilharia histórica das Copas do Mundo.

Contra a Jordânia, começou no banco de reservas, entrou no segundo tempo e marcou em cobrança de falta. Dias após completar 39 anos, voltou a ser decisivo no mata-mata. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, permaneceu em campo durante os 120 minutos, além dos acréscimos, e abriu o placar para os argentinos.

Nas quartas de final, comandou a reação diante do Egito ao marcar um gol e dar uma assistência na vitória por 3 a 2. Contra a Suíça, em triunfo por 3 a 1 conquistado apenas na prorrogação, voltou a contribuir com uma assistência. Na semifinal, também participou diretamente da virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, ao dar os dois passes para gol.

O sucesso de Messi em Copas do Mundo demorou a se consolidar. A conquista do título em 2022 encerrou qualquer debate sobre sua trajetória com a seleção argentina e lhe rendeu o único grande troféu que ainda faltava na carreira. Na campanha do Catar, apresentou uma versão mais intensa e combativa, bem diferente da postura introspectiva que durante anos foi alvo de críticas na própria Argentina. Ele foi eleito o melhor jogador do torneio, marcou dois gols na final contra a França e converteu sua cobrança na disputa por pênaltis vencida pelos argentinos após um eletrizante empate por 3 a 3.

O desfecho poderia ter sido diferente oito anos antes. Em 2014, no Brasil, Messi também recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa e conduziu a Argentina até a decisão com atuações decisivas, incluindo os gols diante de Nigéria e Irã. Na final contra a Alemanha, criou boas oportunidades para os companheiros, que desperdiçaram as chances, e ainda teve uma oportunidade clara para marcar, mas finalizou para fora. O título acabou ficando com os alemães no Maracanã.

Outras duas Copas também marcaram sua trajetória. Em 2018, na Rússia, teve desempenho abaixo do esperado na campanha encerrada com a derrota por 4 a 3 para a França nas oitavas de final, embora seu gol diante da Nigéria tenha sido um dos mais bonitos daquela edição. Já em 2010, na África do Sul, chegou como principal estrela da equipe, mas não marcou nenhum gol e viu a Argentina ser goleada por 4 a 0 pela Alemanha nas quartas de final.

A primeira participação de Messi em Copas aconteceu em 2006, quando tinha apenas 19 anos. Na ocasião, marcou seu primeiro gol em Mundiais na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Na eliminação para a Alemanha, porém, sequer saiu do banco de reservas, encerrando de forma precoce sua estreia no maior torneio do futebol.