O Ministério do Trabalho fez três exigências a Fast Engenharia, empresa responsável pelas arquibancadas móveis do Itaquerão, para liberar a área de instalação das arquibancadas do setor sul que está interditado. O local foi isolado após a morte do operário Fabio Hamilton da Cruz, ocorrida no último sábado. O órgão quer implementações de guarda-corpos (grades de proteção), cabos de aço longitudinais (na obra só existem transversais) e um projeto de proteção coletiva (a preferência é por uma rede).
O MT espera um plano de ação da Fast Engenharia até esta quinta-feira para, então, poder liberar a sequência das obras apenas na próxima segunda. Na tarde desta terça-feira, houve uma reunião na sede do Ministério do Trabalho entre representantes do órgão, da Fast Engenharia e da Odebrecht, construtura responsável pelas obras do estádio. "Não havia segurança necessária. Não tínhamos vistoriado o local antes do acidente, mas trabalhamos com um volume muito grande de obras. Não podemos estar em todas as obras em todos os momentos", justificou o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros.
A Odebrecht, que nesta segunda-feira garantiu não infringir as regras de jornada de trabalho dos operários, isentou-se de culpa pelo ocorrido. "Estamos muito sensibilizados, mas não nos sentimos responsabilizados. O acidente aconteceu em um trecho da obra que não compete a nós. Foi um fato terrível pela morte, mas não é um assunto nosso", disse Amadeu Tavares, advogado da companhia.
Ministério do trabalho faz exigências para retomada de obras no Itaquerão
Palco da abertura da Copa está com área interditada após morte de operário