Copa do Mundo

Ministro do Esporte pede pressa às sedes da Copa 2014

Orlando Silva lembrou que contratos e financiamentos públicos precisam ser assinados até 3 de junho

Ministro Orlando Silva esteve reunido com representantes das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo em 2014 e cobrou mais agilidade nas obras
Ministro Orlando Silva esteve reunido com representantes das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo em 2014 e cobrou mais agilidade nas obras Foto : Roosewelt Pinheiro / ABr / CP
O ministro do Esporte, Orlando Silva, teve nesta quinta-feira reunião com representantes das 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 e alertou que o prazo para assinatura de contratos e convênios de financiamento público vai até o dia 3 de junho, uma vez que 2010 é ano eleitoral.

Assim, aquelas cidades que não se habilitarem dentro do prazo aos financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para construção e reforma de estádios e da Caixa Econômica Federal para projetos de mobilidade urbana poderão perder a condição de cidade-sede.

De acordo com o ministro, “a parte do governo federal foi feita”, com a reafirmação dos compromissos do BNDES, da Caixa e do Ministério do Turismo com relação a recursos para ampliação da rede hoteleira.

“Nós estamos no nosso limite. O que poderíamos fazer era oferecer os recursos. Isso foi feito. A operação é responsabilidade de cada cidade", disse o ministro do Esporte. "Os alertas foram feitos e hoje chamei a atenção, particularmente, do problema eleitoral. E eu confio que as cidades cumprirão com seus compromisso.”

O ministro enfatizou que se os contratos não forem assinados até 3 de junho, isso só poderá ser feito em 2011, o que “seria um prejuízo enorme para a preparação do mundial”. Na reunião, de acordo com o ministro, ficou acertado um modelo de gestão dos preparativos para a Copa que vai permitir a circulação de informações e a concentração delas no plano federal, tornando o diálogo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) mais eficiente.

Sobre as obras nos estádios e possíveis atrasos no cronograma, o ministro disse que todas as cidades estão preocupadas em minimizar qualquer contratempo, mas que foi importante a informação de que algumas cidades já começaram os trabalhos com recursos próprios.

Ele lembrou que o Comitê Local da Copa, formado pela Fifa, pelo governo e pela Confederação Brasileria de Futebol (CBF), já definiu um novo prazo para o início das obras em todos os estádios – 3 de maio – “e esse prazo necessariamente será cumprido”.

Em relação a Brasília, que enfrenta uma crise política envolvendo o governo local e a Câmara Legislativa, e que será uma das sedes do mundial, o ministro Orlando Silva afirmou ter recebido do representante da cidade garantias de que “não há nenhuma instabilidade nos processos de gestão local".

"Combinamos fazer reuniões especialmente com Brasília. Espero que não haja sobressalto e instabilidade e que a preparação da Copa aconteça sem nenhum problema”, disse o ministro.

Inter aguarda isenção fiscal para iniciar obras

Para que as obras do Beira-Rio andem mais rápido só falta uma decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne as secretarias estaduais de fazenda, concedendo isenção de impostos ao Inter. A declaração é do vice-prefeito de Porto Alegre e secretário Extraordinário da Copa de 2014, José Fortunati, representante gaúcho na reunião das cidades-sede com o ministro do Esporte para discutir os compromissos de cada parte responsável pelo evento.

Fortunati garante que as obras exigidas pelo projeto da Copa já começaram, como o alargamento da pista do aeroporto, bem como a remoção das famílias das vilas próximas, que vão permitir a extensão da pista em 900 metros. Também já está em andamento um programa socioambiental exigido pela Fifa.

“O que nós estamos aguardando é a decisão sobre sete obras com financiamento da Caixa Econômica  Federal, reivindicadas ao governo federal. Tivemos a resposta hoje, do ministro Orlando Silva, de que a ministra Dilma [Rousseff, chefe da Casa Civil], deverá fazer um encontro com o prefeito Fogaça [José Fogaça] na próxima semana, batendo o martelo”, disse Fortunati.

Fortunati disse que a situação de Porto Alegre em relação ao cronograma de obras “é muito boa” e que os gaúchos aguardam a decisão do Confaz sobre a reivindicação do Inter de isenção de tributos - do ICMS pelo estado e do ISS pelo município - “de forma muito legítima”. Ele acredita que a resposta sobre a isenção deve ser dada até o dia 27 deste mês.

Fortunati criticou o Ministério do Turismo, que segundo ele, tem um descaso histórico com o Sul do país. Ele disse ter reclamado pessoalmente com o ministro do Turismo, Luiz Barreto. “É como se nós não existíssemos no mapa turístico do Brasil e nós não vamos aceitar que Porto Alegre tenha um tratamento inferior às demais cidades brasileiras”. “É como se o Brasil fosse só carnaval e praia”, criticou.