Copa do Mundo

Ministro do Esporte projeta votação da Lei da Copa ainda em 2011

Aldo Rebelo voltou a dizer que estádio mais atrasado para a competição é o Beira-Rio

Aldo Rebelo voltou a dizer que estádio mais atrasado para a competição é o Beira-Rio
Aldo Rebelo voltou a dizer que estádio mais atrasado para a competição é o Beira-Rio Foto : Marcello Casal Jr. / ABr / CP
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, voltou a projetar a votação da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014, pela Câmara dos Deputados, antes do recesso legislativo de dezembro. Desta forma, a avalição do Senado ficará para o início de 2012. Rebelo esteve, nesta terça-feira, no Fórum Internacional de Futebol, no Rio de Janeiro.

A Lei Geral da Copa resumirá os compromissos do Brasil com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para sediar a competição. Segundo o ministro, a lei vai orientar o governo e os organizadores sobre temas "delicados", dentre os quais estão a concessão da meia entrada ou a cobrança de preços populares, nos ingressos para idosos, pessoas com deficiência, estudantes, pessoas de baixa renda e índios; além da venda de cerveja dentro dos estádios, o que é proibido em alguns Estados.

Sobre as obras para a Copa, Rebelo informou que a expectativa é de que a maioria das instalações fique pronta antes do prazo, porque "é de interesse das empreiteiras ter um retorno do investimento". O ministro acrescentou que, "se houver atraso, será uma coisa muito pequena". Em suas contas, o estádio mais adiantado para o Mundial é o Castelão, em Fortaleza, e o mais atrasado é o Beira-Rio, em Porto Alegre, que ainda aguarda aprovação de parceria do Inter com a construtora Andrade Gutierrez.

Saída de Havelange não afeta Olimpíadas


Perguntado sobre a saída de João Havelange do Comitê Olímpico Internacional, às vésperas de o comitê de ética da entidade anunciar resultados de investigações sobre o cartola, o ministro disse que a decisão em nada afeta a organização de competições no Brasil, tais como as Olimpíadas de 2016.

Para Rebelo, a renúncia de Havelange foi uma decisão de "ordem pessoal" de "uma personalidade do futebol". "Eu não preciso de aval da Fifa para falar sobre o Brasil. Digo que o Brasil está preparado porque tem tradição no futebol, tem grandes estádios e grandes competições. Não vejo nenhum evento esportivo que tenha maior grandeza que o Campeonato Brasileiro", avaliou.

Havelange deixa o cargo como suspeito de receber propina de uma empresa de marketing para garantir direitos de transmissão de eventos esportivos a essa empresa, na década de 1990.

Bookmark and Share