"Falei a ele (Valcke) que há uma parcela da população, principalmente na faixa mais pobre, os que estão dentro do Bolsa Família, que numa festa como a Copa deveriam ter acesso a ingressos", disse o novo ministro do Esporte.
Questionado se discutiu de que forma isso poderia ser feito, o ministro respondeu que a responsabilidade de encontrar um caminho é da Fifa. "Isso é problema deles. Eu apresentei a demanda, ele que apresente uma solução", afirmou Rebelo, que pediu ainda atenção especial aos povos indígenas.
Em audiência nesta terça-feira na Câmara, Valcke defendeu que o direito à meia-entrada de alguns segmentos da sociedade seja substituído na Copa por uma espécie de cota social, a chamada categoria 4. Essa categoria teria ingressos a 25,00 dólares (cerca de R$ 42,00) na primeira fase da competição e preços diferenciados em outros jogos.
A expectativa da Fifa é de vender 10% dos 3 milhões de ingressos para os jogos dentro dessa categoria 4. O método é o mesmo adotado na última Copa, em 2010, na África do Sul. Segundo Valcke, poderia se criar dentro dessa categoria alguma preferência de compra de ingressos para estudantes, por exemplo.