Copa do Mundo

Na Copa, Brasil x Holanda é emoção na certa

Duelo sempre definiu um dos finalistas do Mundial

Taffarel foi herói da classificação diante da Holanda na Copa de 98
Taffarel foi herói da classificação diante da Holanda na Copa de 98 Foto : CPMemória
Depois dos confrontos desta segunda-feira, ficou definido que – pela quarta vez na história dos mundiais – Brasil e Holanda irão se enfrentar. Ao contrário do Chile, tradicional freguês, o duelo contra os europeus é marcado pelo equilíbrio – uma vitória para cada lado e um empate. E, detalhe: sempre saiu um finalista de Copa deste encontro.

Laranja Mecânica se dá melhor em 1974

Como agora, nas três vezes anteriores em que Brasil e Holanda estiveram frente a frente, sempre foi em fases decisivas do torneio. Em 1974, a Seleção verde e amarela, então campeã do mundo, caiu diante da famosa Laranja Mecânica, de Cruyff, Resenbrink e Rep: 2 a 0. Os holandeses seguiram, mas não levaram o título na decisão, quando foram derrotados pelos anfitriões alemães.

Na prévia do tetra, vitória brasileira nos EUA

O segundo embate ocorreu 20 anos depois, nos Estados Unidos. Assim como o próximo, nas quartas de final. Os norte-americanos, talvez não tão acostumados a emoção de uma partida de futebol, assistiram um dos melhores jogos daquela Copa. O Brasil se deu melhor, ao ganhar por 3 a 2.

Todos os cinco gols foram marcados nos 45 minutos finais. Romário e Bebeto – que comemorou fingindo estar embalando um neném, criando a moda – abriram o placar. Porém, Berkamp e Winter recolocaram a sua seleção no jogo, ao deixarem tudo igual. O gol da vitória só saiu no final, em uma falta cobrada por Branco. Romário ainda teve de desviar da trajetória para que a bola parasse no fundo das redes. Dias depois, Dunga levantou a taça e gritou: tetracampeão.

Taffarel garante vaga na final

Em 1998, na França, as duas equipes voltaram a se encontrar em uma semifinal. E o equilíbrio deu a tônica. Ronaldo Fenômeno inaugurou o marcador no início do segundo tempo. Como pôde, o Brasil se segurou até o finalzinho. Mas, a três minutos do fim, Kluivert empatou e forçou a prorrogação. No tempo-extra, a igualdade seguiu. A decisão, então, foi para os pênaltis.

Nas cobranças penais, a balança pendeu para o lado brasileiro por um detalhe: nós tínhamos Taffarel, eles não. O goleiro gaúcho defendeu dois pênaltis e classificou o Brasil para a final contra a França. Só que, na decisão, os anfitriões contavam com Zidane, nós não. E o penta acabou chegando só na Copa seguinte.