Depois dos confrontos desta segunda-feira, ficou definido que – pela quarta vez na história dos mundiais – Brasil e Holanda irão se enfrentar. Ao contrário do Chile, tradicional freguês, o duelo contra os europeus é marcado pelo equilíbrio – uma vitória para cada lado e um empate. E, detalhe: sempre saiu um finalista de Copa deste encontro.
Laranja Mecânica se dá melhor em 1974
Como agora, nas três vezes anteriores em que Brasil e Holanda estiveram frente a frente, sempre foi em fases decisivas do torneio. Em 1974, a Seleção verde e amarela, então campeã do mundo, caiu diante da famosa Laranja Mecânica, de Cruyff, Resenbrink e Rep: 2 a 0. Os holandeses seguiram, mas não levaram o título na decisão, quando foram derrotados pelos anfitriões alemães.
Na prévia do tetra, vitória brasileira nos EUA
O segundo embate ocorreu 20 anos depois, nos Estados Unidos. Assim como o próximo, nas quartas de final. Os norte-americanos, talvez não tão acostumados a emoção de uma partida de futebol, assistiram um dos melhores jogos daquela Copa. O Brasil se deu melhor, ao ganhar por 3 a 2.
Todos os cinco gols foram marcados nos 45 minutos finais. Romário e Bebeto – que comemorou fingindo estar embalando um neném, criando a moda – abriram o placar. Porém, Berkamp e Winter recolocaram a sua seleção no jogo, ao deixarem tudo igual. O gol da vitória só saiu no final, em uma falta cobrada por Branco. Romário ainda teve de desviar da trajetória para que a bola parasse no fundo das redes. Dias depois, Dunga levantou a taça e gritou: tetracampeão.
Taffarel garante vaga na final
Em 1998, na França, as duas equipes voltaram a se encontrar em uma semifinal. E o equilíbrio deu a tônica. Ronaldo Fenômeno inaugurou o marcador no início do segundo tempo. Como pôde, o Brasil se segurou até o finalzinho. Mas, a três minutos do fim, Kluivert empatou e forçou a prorrogação. No tempo-extra, a igualdade seguiu. A decisão, então, foi para os pênaltis.
Nas cobranças penais, a balança pendeu para o lado brasileiro por um detalhe: nós tínhamos Taffarel, eles não. O goleiro gaúcho defendeu dois pênaltis e classificou o Brasil para a final contra a França. Só que, na decisão, os anfitriões contavam com Zidane, nós não. E o penta acabou chegando só na Copa seguinte.
Na Copa, Brasil x Holanda é emoção na certa
Duelo sempre definiu um dos finalistas do Mundial