Copa do Mundo

Na volta ao Maracanã, lembrança de simulação de 1989 não agrada chilenos

Díaz e Sampaoli evitaram falar do episódio em que goleiro Rojas simulou ter sido atingido por sinalizador

Argentino, técnico Sampaoli usou nacionalidade para não falar do assunto
Argentino, técnico Sampaoli usou nacionalidade para não falar do assunto Foto : Martin Bernetti / AFP / CP
Depois de 25 anos, o Chile volta ao Maracanã. A última passagem não foi nada agradável e ainda é um assunto que não cai muito bem na seleção chilena, que enfrenta a Espanha, nesta quarta-feira, às 16h. Em 1989, em um jogo contra o Brasil pelas Eliminatórias, o goleiro Jorge Rojas, que posteriormente viria a trabalhar no São Paulo, aproveitou que um sinalizador foi atirado no gramado para simular ter sido atingido.

Diante do sangue do goleiro, inicialmente a atuação convenceu. Mas depois foi descoberto que Rojas se cortou com uma lâmina e os chilenos para gerar um fato que justificasse o abandono do jogo pelos chilenos, que estavam perdendo por 1 a 0 e ficando fora da Copa de 1990.

O saldo foi que o goleiro foi banido do futebol e o Chile, claro, não se classificou para a Copa e sequer teve a permissão de jogar a Eliminatória para o Mundial de 1994. “Conheço a história, mas nem tinha me dado conta disso. Sou argentino, prefiro que Marcelo (Díaz) fale”, desviou-se o atual técnico do Chile, Jorge Sampaoli, em coletiva de imprensa no Maracanã nesta terça-feira.

O jogador, por sua vez, usou a pouca idade para não comentar. “Eu era pequeno, não tenho muita noção do que passou. Não saberia como responder”l disse Díaz.

Chile e Espanha se enfrentam no Maracanã nesta quarta-feira, às 16h, pela segunda rodada do Grupo B da Copa-2014. Uma vitória pode classificar o Chile para as oitavas de final da competição.

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