Copa do Mundo

Não é só Ancelotti. Saiba quais outros treinadores têm mais chance de quebrar marca na Copa

Em tese, na comparação com os principais concorrentes, comandante da Seleção Brasileira tem vantagem para alcançar façanha histórica no Mundial que começa nesta quinta-feira

O espanhol Roberto Martinez comanda a seleção de Portugal
O espanhol Roberto Martinez comanda a seleção de Portugal Foto : PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP / CP


Cada edição de Copa do Mundo é o momento de marcas serem batidas. Em relação a títulos, com a ausência da Itália, só a Alemanha pode alcançar o Penta do Brasil, único com chance de Hexa. O francês Mbappé, por exemplo, soma 12 gols e precisa marcar quatro para igualar o alemão Klose, o maior goleador de todos os Mundiais.

Um feito, no entanto, é inédito. Trata-se de um treinador estrangeiro levantar a taça. Até hoje todos os técnicos campeões têm a mesma nacionalidade do time que comandam. E nesse papel, o italiano Carlo Ancelotti pode ser o favorito à frente da Seleção Brasileira, mas terá outros concorrentes no caminho.

Desde 1930, no Uruguai até 2022, no Catar, 21 técnicos sagraram-se campeões e apenas um deles faturou o título duas vezes: Vittorio Pozzo, com a Itália em 1934 e 1938. Agora na Copa de 2026 serão 27 nomes estrangeiros entre as 48 seleções. Porém, a grande maioria praticamente sem chances de ir longe no torneio, como o italiano Fabio Cannavaro no Uzbequistão e o português Carlos Queiroz com Gana.

Em tese, os maiores concorrentes de Carleto estão na Inglaterra comandada pelo alemão Thomas Tuchel e em Portugal, dirigida pelo espanhol Roberto Martínez. "É um desafio que adoro. É fantástico porque a minha carreira está cheia de desafios assim.. Então, acho que é um momento especial para poder fazer uma conquista ou fazer qualquer coisa que nunca foi feita, que é o que queremos fazer com Portugal", diz o técnico algoz do Brasil com a Bélgica na Copa de 2018, na Rússia.

Chama atenção, além de ser a primeira Copa sem um único treinador brasileiro, o número de argentinos no banco de reservas, sem contar Lionesl Scaloni, atual campeão. Os hermanos estão concentrados nas seleções sul-americanas: Marcelo Bielsa, no Uruguai, Sebastián Beccacece, no Equador, Néstor Lorenzo, na Colômbia, e Gustavo Alfaro, no Paraguai. Isso sem contar Mauricio Pochettino, nos Estados Unidos.

A 23ª edição da Copa do Mundo, a maior de todos os tempos, começa nesta quinta-feira. Serão mais de 100 jogos, recordes a serem quebrados, personagens a ficarem marcados para sempre. Resta saber se o próximo nome da lista abaixo dará sequência ao que começou a ser escrito há quase um século ou se irá quebrar essa marca.

1930: Alberto Suppici (Uruguai)
1934: Vittorio Pozzo (Itália)
1938: Vittorio Pozzo (Itália)
1950: Juan López (Uruguai)
1954: Sepp Herberger (Alemanha Ocidental)
1958: Vicente Feola (Brasil)
1962: Aymoré Moreira (Brasil)
1966: Alf Ramsey (Inglaterra)
1970: Mário Zagallo (Brasil)
1974: Helmut Schön (Alemanha Ocidental)
1978: César Luis Menotti (Argentina)
1982: Enzo Bearzot (Itália)
1986: Carlos Bilardo (Argentina)
1990: Franz Beckenbauer (Alemanha Ocidental)
1994: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
1998: Aimé Jacquet (França)
2002: Luiz Felipe Scolari (Brasil)
2006: Marcello Lippi (Itália)
2010: Vicente del Bosque (Espanha)
2014: Joachim Löw (Alemanha)
2018: Didier Deschamps (França)
2022: Lionel Scaloni (Argentina)

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