Cada edição de Copa do Mundo é o momento de marcas serem batidas. Em relação a títulos, com a ausência da Itália, só a Alemanha pode alcançar o Penta do Brasil, único com chance de Hexa. O francês Mbappé, por exemplo, soma 12 gols e precisa marcar quatro para igualar o alemão Klose, o maior goleador de todos os Mundiais.
Um feito, no entanto, é inédito. Trata-se de um treinador estrangeiro levantar a taça. Até hoje todos os técnicos campeões têm a mesma nacionalidade do time que comandam. E nesse papel, o italiano Carlo Ancelotti pode ser o favorito à frente da Seleção Brasileira, mas terá outros concorrentes no caminho.
Desde 1930, no Uruguai até 2022, no Catar, 21 técnicos sagraram-se campeões e apenas um deles faturou o título duas vezes: Vittorio Pozzo, com a Itália em 1934 e 1938. Agora na Copa de 2026 serão 27 nomes estrangeiros entre as 48 seleções. Porém, a grande maioria praticamente sem chances de ir longe no torneio, como o italiano Fabio Cannavaro no Uzbequistão e o português Carlos Queiroz com Gana.
Em tese, os maiores concorrentes de Carleto estão na Inglaterra comandada pelo alemão Thomas Tuchel e em Portugal, dirigida pelo espanhol Roberto Martínez. "É um desafio que adoro. É fantástico porque a minha carreira está cheia de desafios assim.. Então, acho que é um momento especial para poder fazer uma conquista ou fazer qualquer coisa que nunca foi feita, que é o que queremos fazer com Portugal", diz o técnico algoz do Brasil com a Bélgica na Copa de 2018, na Rússia.
Chama atenção, além de ser a primeira Copa sem um único treinador brasileiro, o número de argentinos no banco de reservas, sem contar Lionesl Scaloni, atual campeão. Os hermanos estão concentrados nas seleções sul-americanas: Marcelo Bielsa, no Uruguai, Sebastián Beccacece, no Equador, Néstor Lorenzo, na Colômbia, e Gustavo Alfaro, no Paraguai. Isso sem contar Mauricio Pochettino, nos Estados Unidos.
A 23ª edição da Copa do Mundo, a maior de todos os tempos, começa nesta quinta-feira. Serão mais de 100 jogos, recordes a serem quebrados, personagens a ficarem marcados para sempre. Resta saber se o próximo nome da lista abaixo dará sequência ao que começou a ser escrito há quase um século ou se irá quebrar essa marca.
1930: Alberto Suppici (Uruguai)
1934: Vittorio Pozzo (Itália)
1938: Vittorio Pozzo (Itália)
1950: Juan López (Uruguai)
1954: Sepp Herberger (Alemanha Ocidental)
1958: Vicente Feola (Brasil)
1962: Aymoré Moreira (Brasil)
1966: Alf Ramsey (Inglaterra)
1970: Mário Zagallo (Brasil)
1974: Helmut Schön (Alemanha Ocidental)
1978: César Luis Menotti (Argentina)
1982: Enzo Bearzot (Itália)
1986: Carlos Bilardo (Argentina)
1990: Franz Beckenbauer (Alemanha Ocidental)
1994: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
1998: Aimé Jacquet (França)
2002: Luiz Felipe Scolari (Brasil)
2006: Marcello Lippi (Itália)
2010: Vicente del Bosque (Espanha)
2014: Joachim Löw (Alemanha)
2018: Didier Deschamps (França)
2022: Lionel Scaloni (Argentina)