Confira um slideshow especial da Copa do Mundo
O Paraguai, que pela primeira vez na história chega às quartas de final da Copa, agora espera pelo vencedor de Espanha e Portugal para conhecer seu próximo adversário.
Japão tem menos posse de bola, mas finaliza mais
O Japão, considerado a zebra das oitavas, entrou em campo apostando na mesma tática usada contra a Dinamarca: se fechando na defesa e jogando nos contra-ataques rápidos. O Paraguai, por sua vez, com um meio-campo ineficiente, teve problemas na criação das jogadas. Embora tivesse mais posse de bola, sofreu para trocar passes e municiar o seu trio de ataque, composto por Roque Santa Cruz, Edgar Benítez e Lucas Barrios.
A primeira chegada ofensiva do time sul-americano só aconteceu aos 20 minutos, com Lucas Barrios. Mesmo marcado, ele avançou na área, se livrou da marcação e conseguiu finalizar de bico, obrigando o goleiro Kawashima a fazer boa defesa. A resposta do Japão foi rápida. Um minuto depois, Matsui bateu de primeira, de longe. A bola explodiu no travessão e saiu.
Aos 28 minutos, nova chegada do Paraguai, dessa vez com Roque Santa Cruz . Mesmo muito marcado, ele conseguiu se livrar da marcação e mandar uma bomba em direção ao gol de Kawashima, que fez a defesa. Dez minutos depois foi a vez do Japão quase abrir o placar com Honda, após contra-ataque rápido de Matsui.
Sem gols com bola rolando, vaga é decidida nos pênaltis
Os dois times mantiveram a mesma postura do primeiro tempo na volta do intervalo, marcado forte e apostando nos contra-ataques. Os problemas na criação do meio-campo impediam que as bolas chegassem com qualidade ao ataque. Ciente que o empate não servia, o técnico do Paraguai, Gerardo Martino, sacou Edgar Benítez do time para promover a entrada de Nelson Valdez. A mudança melhorou o time sul-americano, que dois minutos depois levou perigo à área do goleiro Kawashima. Após cruzamento de Morel Rodríguez, Riveros se antecipa à zaga japonesa e cabeceia bem. A bola para nas mãos do goleiro japonês.
As jogadas do Paraguai começaram a ganhar qualidade na meia-cancha. O técnico Takeshi Okada, então, sacou o cansado Matsui para promover a entrada de Okazaki. Aos 18 minutos, chegada de perigo do Japão. Após cobrança de escanteio, Macos Tulio Tanaka subiu mais que todo mundo e mandou uma bomba em direção ao gol de Villar, que defendeu. O treinador japonês ainda promoveu mais uma mudança no time, sacando Abe para promover a entrada de Nakamura.
Mas o cenário da partida continuava o mesmo. Os dois times marcaram forte, erraram passes e não conseguiram balançar as redes. A monotonia do segundo tempo levou a decisão da vaga às quartas de final para a prorrogação.
Embora o Japão tenha começado o período adicional mais animado, foi o Paraguai que teve as melhores chances de gol com Lucas Barrios e Valdez. O Japão levou perigo ao gol de Villar uma vez, com Endo, após cobrança de falta na entrada da área.
Nas penalidades, os paraguaios converteram as cinco cobranças. Já o japonês Komano chutou a terceira cobrança nipônica no travessão. Cardozo marcou o gol que deu a vaga ao Paraguai.
Ficha Técnica
Paraguai 0 (5)
Villar; Bonet, Alcaraz, Da Silva e Morel Rodríguez; Ortigoza (Barrero), Vera e Riveros; Roque Santa Cruz (Cardozo), Lucas Barrios e Benítez (Valdez). Técnico: Gerardo Martino
Japão 0 (3)
Kawashima; Komano, Nakazawa, Marcus Tulio Tanaka e Nagatomo; Abe (K. Nakamura), Endo, Matsui (Okazaki), Okubo (Tamada) e Hasebe; Honda.Técnico: Takeshi Okada
Local: Estádio Loftus Versfeld, em Pretória
Árbitro: Franck de Bleeckere (Bélgica), auxiliado por Peter Hermans e Walter Vromans (ambos da Bélgica)
Cartões Amarelos: Matsui, Nagatomo, Honda e Endo (JAP) e Riveros (PAR)
Pênaltis convertidos: Barreto, Lucas Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo (PAR), Endo, Hasebe e Honda (JAP)
Os cruzamentos e os números da Copa do Mundo no infográfico abaixo: