Copa do Mundo

O maior crime da Copa

Na estreia do Brasil contra o Marrocos, não é o resultado o que mais deve ser lamentado

Como esperado, Brasil teve muitas dificuldades contra o Marrocos na estreia da Copa
Como esperado, Brasil teve muitas dificuldades contra o Marrocos na estreia da Copa Foto : RICHARD CALLIS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Bastaria o de abertura, mas o sexto jogo confirmou aquele que será o maior crime da Copa. O MetLife Stadium onde o Brasil encarou o Marrocos e não o icônico Estádio Azteca onde se enferntaram México e África do Sul sediar a grande final é um atentado. Não pela beleza arquitetônica ou pela Cidade do México ter muito mais ares de futebol do que East Rutherford, em Nova Jersey, mas pelo campo mesmo. E aqui, tal qual um cidadão que não vale a pena citar o nome, adianto: "não tenho provas".

Visivelmente, no entanto, as dimensões parecem outras e o gramado americano sem dúvida alguma é muito inferior ao mexicano e mais próximo do Football do que do Soccer. O fato é que a qualidade do piso interfere na qualidade do espetáculo dentro das quatro linhas e isso é um pecado numa Copa do Mundo em 2026. Mas não foi isso a má atuação da Seleção Brasileira na estreia diante de um adversário, hoje superior. Carlo Ancelotti escalou mal o time e também não mexeu bem. Endrick não pode sobrar com essas opções.

No primeiro tempo houve muita liberdade na entrada da área de onde os africanos poderiam ter aberto antes o placar. A cada ataque marroquino, os meio-campistas brasileiros corriam para trás e os zagueiros de costas. O golaço de Vini Jr foi um achado individual diante da falta de mecânica coletiva. Na segunda etapa, leve e inócua melhora. Menos mal que a chave é fraca com Escócia e Haiti pela frente. Um novo empate contra os caribenhos seria sim um vexame brasileiro, porém o crime da Copa é da dona Fifa.

Veja Também