Copa do Mundo

O patrão não quer virar freguês

Acompanhe Brasil e Chile em tempo real com a participação de Hiltor Mombach, Juremir Machado e Carlos Corrêa

O patrão não quer virar freguês
O patrão não quer virar freguês Foto : Francisco Leong/Martin Bernetti/ AFP
Uma breve pesquisa no histórico dos confrontos entre Brasil e Chile deixaria qualquer torcedor brasileiro tranquilo. No entanto, a partida desta segunda-feira, às 15h30min, no estádio Ellis Park, em Johanesburgo, vale uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo e, convenhamos, se “futebol é momento”, o Brasil também tem o que temer diante da seleção adversária.

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Acompanhe a partida em tempo real, com a participação de Hiltor Mombach, Juremir Machado e Carlos Corrêa

Tanto, que o próprio técnico Dunga refutou qualquer comparação com o retrospecto favorável, de cinco vitórias nos últimos cinco jogos disputados entre as seleções. "Acho que o Chile agora é uma equipe diferente (da que disputou o último jogo), está muito mais competitiva e rápida. Adquiriu a mentalidade de seu treinador (o argentino Marcelo Bielsa), joga no seu limite, e para superá-los (a gente) tem de jogar da mesma forma", afirmou o treinador.

O Chile vem de uma campanha quase irrepreensível. Era líder do grupo H até a última rodada, quando perdeu para a Espanha por 2 a 1. Havia vencido Honduras e Suíça, ambas partidas, por 1 a 0. Além disso, o time é comandado por Marcelo “el loco” Bielsa, um os melhores treinadores da Argentina.

Questionado sobre a possibilidade de enfrentar problemas com os chilenos pelo fato de eles serem o time que cometeu mais faltas e um dos que mais tomou cartões na primeira fase do Mundial, Dunga resignou-se a dizer: "Violência a gente deixa na mão do árbitro, que ele tome a decisão melhor".

Seleção pendurada

Se o Chile chega na disputa sem os dois zagueiros titulares – Medel e Ponce, suspensos pelo segundo cartão amarelo – e o volante Estrada – expulso na partida contra a Espanha –, o Brasil chega pendurado. Como os cartões amarelos não foram zerados depois da primeira fase, o Brasil entra nas oitavas de final com quatro jogadores correndo o risco de suspensão: o zagueiro Juan, o volante Felipe Melo, o atacante Luís Fabiano e o meia reserva Ramires.

Eles podem vir a desfalcar a Seleção nas quartas de final da Copa, caso o Brasil consiga a classificação, se levarem cartão amarelo diante do Chile. "Ninguém vai ficar pensando durante o jogo se tem cartão. Num jogo como esse, não vai dar para se poupar. Se tiver que tomar um cartão, vai tomar", garantiu o volante Gilberto Silva, um dos principais líderes do grupo do Brasil. A Fifa promete zerar os cartões amarelos somente entre a semifinal e a grande final da competição disputada na África do Sul.

Na primeira fase da Copa, o Brasil recebeu esses quatro cartões amarelos, além dos dois de Kaká, que resultaram na explusão do meia diante da Costa do Marfim. Dunga, inclusive, já recomendou ao grupo que evite expulsões. "Temos que começar com 11 e terminar com 11", alertou o treinador. A partir de agora, porém, os jogos tendem a ficar mais disputados e nervosos. E os brasileiros prometem estar atentos a isso.

Mistério nas escalações

O Brasil ainda não confirmou sua escalação para a partida de logo mais. Elano e Felipe Melo, se recuperando de pancadas, só saberão se entram em campo como titulares nesta manhã. Fora os dois jogadores, Dunga mostrou-se tranquilo em relação ao estado médico de todo o time, mesmo se for preciso jogar mais do que 90 minutos, em caso de prorrogação ou pênaltis. "Esse é o momento em que todos querem jogar", garantiu.

Em um discurso parecido com o do técnico Dunga, Marcelo Bielsa também escondeu a formação de sua equipe titular. "Creio que estamos em condições de optar por jogadores que terão condições de atuar bem”, disse, em referência a Suazo e Valdivia, que são as dúvidas.

A questão agora é saber se Dunga vai manter o 100% de aproveitamento diante dos chilenos como técnico. Nos quatro confrontos até agora – dois pela Copa América e outros dois nas eliminatórias – ainda houve chuva de gols. A Seleção não saiu de campo sem balançar as redes dos rivais por pelo menos três vezes.

Copa do Mundo 2010 - Oitavas de final


Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Técnico: Dunga.

Chile: Claudio Bravo; Isla, Carlos Carmona, Contreras e Jara; Arturo Vidal, Valdivia, Mathias Fernandez e Sanchez; Suazo e Beausejour. Técnico: Marcelo Bielsa.

Arbitragem: Howard Webb, com Darren Cann e Michael Mullarkey (trio inglês).

Local: estádio Soccer City, em Johanesburgo.

Confira os confrontos da segunda fase da Copa do Mundo