Copa do Mundo

“O que deixo para o futebol uruguaio é nada”: Confira o que disse Bielsa após a eliminação da Copa

Celeste perdeu por 1 a 0 para Espanha e está fora do Mundial

Marcelo Bielsa protagonizou um momento de irritação na saída do campo
Marcelo Bielsa protagonizou um momento de irritação na saída do campo Foto : ULISES RUIZ / AFP

Após a derrota por 1 a 0 para a Espanha e a consequente eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o técnico Marcelo Bielsa protagonizou um momento de irritação na saída do campo. Segundo o jornal Ovación, incomodado com a demora da transmissão oficial para entrevistá-lo, o treinador argentino gritou em frente às câmeras: "¡Dale de una vez!" ("Vamos logo!").

Na entrevista coletiva à DSports, Bielsa assumiu a responsabilidade pelo fracasso no Mundial. "Eu não aproveitei o potencial que o Uruguai tinha em seus jogadores”.

Questionado sobre o saldo de seus 39 meses de trabalho à frente da Celeste, o técnico foi categórico:

"O que eu deixo para o futebol uruguaio é nada. Qualquer tipo de contribuição de um treinador nunca se consolida se não forem alcançados resultados. O quarto lugar nas Eliminatórias não teve valor, o terceiro lugar na Copa América não teve valor e, obviamente, não preciso definir esta atuação atual".

O treinador justificou escolhas táticas controversas durante a partida. Sobre a substituição do capitão Federico Valverde aos 56 minutos, explicou que buscava maior presença e volume ofensivo. A estratégia também fundamentou as entradas de Brian Rodríguez, Federico Viñas e a troca do volante Lucas Sanabria por um ponta-esquerda, o que acabou esgotando as janelas de substituição antes que o técnico pudesse realizar uma última troca permitida.

Bielsa revelou ainda que a saída do goleiro Fernando Muslera no intervalo, após a falha que originou o gol de Álex Baena, não partiu da comissão técnica:

"Eu não a tomei, foi uma decisão do próprio Muslera". O comandante defendeu sua escolha de ter mantido o arqueiro de 40 anos como titular para o terceiro jogo da fase de grupos.

"A convocação de Muslera foi muito pensada. Não posso discutir as avaliações sobre a participação dele, mas ele vinha de um ano magnífico e é um jogador de muita personalidade e caráter. Minha decisão foi manter a confiança nele, e não retirá-la", concluiu.

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