O atacante Patrik Schick anunciou nesta quinta-feira (25) sua aposentadoria da seleção da República Tcheca.
A decisão veio horas depois do fiasco da equipe na Copa do Mundo de 2026. A seleção foi eliminada como lanterna do Grupo A após a derrota por 3 a 0 para o México.
O jogador de 30 anos, que atua pelo Bayer Leverkusen, disputou os três jogos dos tchecos no Mundial da América do Norte. Sua seleção somou apenas um ponto, graças a um empate com a África do Sul, e não marcou um único gol.
Schick estreou pela seleção principal da República Tcheca em 2016. Desde então, marcou 26 gols em 56 jogos.
"Minha carreira internacional termina hoje", escreveu o jogador em seu perfil no Instagram. "Esta não é uma decisão impulsiva e não surgiu do nada. É uma ideia que venho considerando há muito tempo", acrescentou.
Início da carreira e destaques
Schick iniciou sua carreira no Sparta Praga e, posteriormente, atuou na Itália (Sampdoria e Roma). Antes de chegar ao Bayer Leverkusen em 2020, ele se transferiu para o futebol alemão, onde jogou pelo RB Leipzig.
O atacante foi um dos destaques da Eurocopa disputada em 2021, terminando como um dos artilheiros do torneio com cinco gols, empatado com o português Cristiano Ronaldo.
Seu segundo gol no torneio, um chute por cobertura a 50 metros de distância contra a Escócia, entrou para a história da Euro.
Críticas ao futebol tcheco
"Saio orgulhoso do que conquistei com a camisa da República Tcheca, mas também com a sensação de que o futebol tcheco pode fazer muito, muito melhor do que tem demonstrado nos últimos anos", disse Schick.
"Temos que encarar a realidade e mudar muitas coisas que não estão funcionando", acrescentou o jogador. Ele reforça o coro de várias vozes no País que pedem transformações profundas após a enorme decepção desta Copa do Mundo.
"Não estou dizendo isso por raiva ou frustração. Digo apenas porque me importo com o futebol tcheco", concluiu.