Copa do Mundo

Pelé, Maradona, Messi e Zidane: conheça o time de lendas das Copas

Grandes nomes do futebol mundial são relembrados por suas atuações inesquecíveis e recordes nos Mundiais

Zidane e Roberto Carlos se encontraram na final da Copa do Mundo de 1998
Zidane e Roberto Carlos se encontraram na final da Copa do Mundo de 1998 Foto : AFP

Do "Rei" Pelé a Diego Maradona, incluindo Zinedine Zidane, Lionel Messi e Ronaldo Fenômeno, a Copa do Mundo coroou, ao longo de sua história, imensas lendas do futebol.

Conheça o time de lendas da Copa: Gordon Banks, Cafu, Franz Beckenbauer, Fabio Cannavaro e Roberto Carlos, Zinedine Zidane, Iniesta e Maradona; Pelé, Messi e Ronaldo Nazário.

Gordon Banks, o goleiro com defesa milagrosa

Gordon Banks, goleiro de clubes modestos como Leicester e Stoke, foi campeão da Copa do Mundo de 1966 pela Inglaterra. Ele é, acima de tudo, célebre por uma defesa milagrosa diante de Pelé em 1970, eternizada na história graças ao veredito do "Rei": "Hoje eu marquei um gol, mas Banks o defendeu".

Cafu e Roberto Carlos, laterais revolucionários do Brasil

Os dois brasileiros, Cafu e Roberto Carlos, revolucionaram juntos a posição de lateral, potencializando o aspecto ofensivo de sua função. No que diz respeito aos títulos de Copa do Mundo, o retrospecto de Cafu é mais extenso, já que ele conquistou o torneio tanto em 1994 quanto em 2002. Roberto Carlos venceu apenas a edição de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão, na qual Cafu atuou como capitão.

Os dois perderam juntos a final de 1998 para a França, em um período em que o Brasil busca fim de jejum de 24 anos na Copa do Mundo.

Franz Beckenbauer, o "Kaiser" e inventor do líbero

Considerado por muitos o inventor da posição de líbero, o "Kaiser" Franz Beckenbauer deixou para trás uma das imagens mais imortais da Copa do Mundo. Ele terminou a "Partida do Século", a semifinal de 1970, perdida por quatro a três para a Itália na prorrogação, com o braço em uma tipoia. Ele ergueu o troféu quatro anos depois, jogando em casa, quando o pragmatismo da "Mannschaft" superou o romantismo da Holanda de Johan Cruyff, a quem derrotou por dois a um na final.

Fabio Cannavaro, o arquétipo do zagueiro italiano

Fabio Cannavaro é o arquétipo do zagueiro italiano: perfeitamente posicionado, sempre totalmente focado e um tanto implacável quando necessário. Ele capitaneou a Itália rumo à vitória na Copa do Mundo de 2006 (empate em um a um nos 120 minutos e cinco a três nos pênaltis contra a França na final) e se tornou o símbolo da equipe, graças ao seu excepcional espírito competitivo.

Zinédine Zidane, gênio e temperamento em campo

Zinédine Zidane entrou para a história graças a dois gols e saiu com um cartão vermelho. "Zizou" marcou três gols em finais de Copa do Mundo: dois de cabeça na vitória por três a zero sobre o Brasil no Mundial da França de 1998, garantindo aos "Bleus" seu primeiro título mundial. Ele também marcou um pênalti cobrado no estilo "cavadinha" contra o goleiro italiano Gianluigi Buffon na final da Copa da Alemanha em 2006.

No entanto, ele é também, ao lado do camaronês Rigobert Song, o único jogador a ter sido expulso duas vezes em Copas do Mundo: em 1998, contra a Arábia Saudita, e seu inesquecível cartão vermelho durante a final contra a "Azzurra", após dar uma cabeçada no peito de Marco Materazzi.

Andrés Iniesta, a arte da simplicidade no tiki-taka

O espanhol Andrés Iniesta elevou a simplicidade no futebol às alturas do virtuosismo artístico. Ele simboliza a Espanha do "tiki-taka", aquele turbilhão de passes, que conquistou tudo entre 2008 e 2012. Iniesta marcou o gol da vitória por um a zero na final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, contra a Holanda, nos últimos minutos da prorrogação.

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Diego Maradona, a força do talento e personalidade

Ninguém tanto quanto Diego Maradona em 1986 conseguiu conquistar uma Copa do Mundo unicamente pela força de seu talento e personalidade. No auge de seu desempenho no México, ele conduziu a "Albiceleste" à vitória sobre a Alemanha, por três a dois, e quase repetiu o feito quatro anos depois, na Itália, onde dessa vez a Argentina sucumbiu à "Mannschaft" por um a zero.

Ele também gravou seu nome na história ao marcar, num intervalo de apenas quatro minutos, tanto o gol mais vil quanto o mais belo da história das Copas do Mundo. A "Mão de Deus" e a espetacular arrancada em que driblou vários marcadores da Inglaterra, inclusive o goleiro Peter Shilton, e finalizou para o fundo da rede, são momentos icônicos.

Pelé, o Rei do futebol e tricampeão mundial

"O Rei" Pelé continua sendo o único jogador a ter conquistado a Copa do Mundo três vezes, desde o torneio de 1958, na Suécia, quando tinha apenas 17 anos, até a obra-prima de futebol ofensivo exibida no México em 1970. Ele também faturou o título de 1962, no Chile, apesar de ter sofrido uma lesão logo no início do Mundial. Pelé entrou para a história como o maior jogador de todos os tempos, deixando para trás uma coleção de imagens icônicas.

Seus momentos inesquecíveis incluem os dois gols e as lágrimas de adolescente após a conquista do título de 58, até o passe sem olhar para Carlos Alberto na final de 70 contra a Itália (quatro a um). Seu talento era tão imenso que até mesmo seus gols perdidos deixaram uma impressão duradoura, como o brilhante drible de corpo para contornar o goleiro uruguaio, Ladislao Mazurkiewicz, sem sequer tocar na bola durante as semifinais (seu chute subsequente, com o gol vazio, acabou indo para fora), ou aquele audacioso chute por cobertura, desferido de seu próprio campo de defesa, que passou a um fio da trave do gol da Tchecoslováquia, dois lances que ocorreram no México, em 1970.

Lionel Messi, a consagração na Copa do Mundo de 2022

A quinta tentativa foi a da glória de Lionel Messi. 16 anos após sua estreia em Copas do Mundo, na Alemanha em 2006, o herdeiro natural de Maradona na "Albiceleste" despontou como o líder de que seu País precisava para conquistar o título mundial no Catar em 2022. Durante aquele torneio, Messi marcou sete gols, elevando seu total pessoal em Copas do Mundo para treze, um feito que o consagrou como o maior artilheiro de seu País na história dos Mundiais, superando Gabriel Batistuta (dez).

Oito vezes vencedor da Bola de Ouro e agora aos 38 anos, "La Pulga" se prepara para seu último Mundial, um torneio que ocorrerá, em sua maior parte, justamente no país (os Estados Unidos) onde vive e joga desde 2023, quando deixou o futebol europeu para vestir as cores do Inter Miami. A edição de Copa do Mundo de 2026 promete novos recordes a serem quebrados.

Ronaldo Nazário, o Fenômeno e sua revanche

"O Fenômeno" Ronaldo Nazário vivenciou todas as facetas da Copa do Mundo. Campeão sem entrar em campo aos 17 anos, nos Estados Unidos em 1994, se tornou, para seu grande pesar, a figura central da final seguinte, contra a nação anfitriã, a França. Naquela ocasião, um mal-estar na manhã do jogo o deixou debilitado e, por fim, derrotado por três a zero em Paris.

O melhor atacante de sua era consumou sua revanche na Copa da Coreia do Sul e Japão em 2002, quando brilhou e terminou como o artilheiro do torneio, com oito gols. Ele marcou duas vezes na vitória por dois a zero na final contra a Alemanha para conquistar seu segundo título, desta vez como líder absoluto. Ele se despediu dos Mundiais após ser derrotado mais uma vez pela França, por um a zero, nas quartas de final na Alemanha em 2006.