O que tem irritado os dirigentes colorados são as pressões que o clube vem recebendo para selar uma parceria com uma grande construtura brasileira, que já ganhou a concorrência para administrar obras da Copa do Mundo em outros cidades. O plano do Inter é tocar as obras sozinho, pagando ele próprio os R$ 150 milhões necessários. Para isso, vendeu o Eucaliptos por R$ 28 milhões. O restante dos recursos deve vir - apesar de incredulidade dos emissários da Fifa - da venda antecipada de cerca de 130 camarotes por 10 anos, ao custo de cerca de R$ 1 milhão cada.
Com plano alternativo, a construtora se oferece para fazer todas as obras necessárias no Beira-Rio. No entanto, o custo saltaria dos atuais R$ 150 milhões para o dobro. Além disso, como o clube teria 18 anos de prazo para pagar, o valor chegaria fácil a R$ 1 bilhão considerando a incidência de juros.
Além da parceria com a construtora, o Inter pode ser obrigado a aceitar um financiamento do BNDES, que só seria usado caso o clube realmente não tivesse sucesso na forma própria de obtenção de recursos. A pressão é tão grande que o presidente Vitorio Piffero deve fazer um pronunciamento oficial na quinta-feira sobre todo o processo de reforma do Beira-Rio.