Conforme o comandante do BOE, tenente-coronel Silanus Mello, a unidade vem fazendo uma espécie de treino durante jogos do Gauchão e do Brasileirão. Os policiais militares fazem a segurança dentro do estádio sem portar arma de fogo, uma das exigências da Fifa. Apenas a pistola Taser, não letal, é usada. "Empregamos a Taser, mas com critério. Analisamos se o alvo está em local onde outras pessoas não serão prejudicadas", diz ele.
Outra iniciativa é a utilização de dois pelotões de reserva fora do estádio. No jogo entre Inter e Emelec, no Beira-Rio, um ficará posicionado no portão 7 e outro no 3 e agirão no caso de tumulto no entorno ou até mesmo dentro do estádio. São equipes de Controle de Distúrbios Civis (CDC), cujo tipo de estratégia foi utilizada na Copa da África do Sul e é usual em jogos na Alemanha. Diariamente, assegura o oficial, há treinamento de CDC no quartel. "Também estamos levando em conta o perfil do púbico que assistirá aos jogos da Copa", relata Silanus. "Não será o mesmo do Gauchão ou do Brasileirão, até porque os ingressos são caros", observa o tenente-coronel, ressaltando que isso tem que ser levado em conta.
O videomonitoramento também já é empregado. Tanto o Beira-Rio como o Olímpico já contam com este artifício. Na sala de controle, um PM fica observando tanto o portão como as arquibancadas e, se detectar algum problema, informa por rádio a equipe que está dentro do estádio. Isso fez com que fosse preso no último sábado, no jogo Inter e Santa Cruz, um rapaz que estava traficando. "Eles escondeu cinco tabletes de maconha no amortecedor dos tênis e ia vendendo", contou o oficial. "Em média, temos de cinco a seis ocorrências envolvendo drogas", conta Silanus.
Para o comandante do BOE, a segurança da Copa, na Capital, irá depender muito das seleções que jogarão aqui. Se for a dos EUA, exemplifica, o aparato de proteção terá que ser grande. Assim como os times da Argentina e do Uruguai, que devido a proximidade, terão um grande número de torcedores, devendo ser levado em conta a rivalidade existente entre os países. "Mas creio que será uma Copa tranquila", afirma. "Até porque não deverá existir torcidas organizadas, apenas torcedores de um mesmo país".