A estreia de Gilberto Mora na Copa do Mundo de 2026, na vitória do México contra a África do Sul, reacendeu o debate sobre as limitações físicas do futebolista mexicano. O ex-jogador e atual comentarista Rafa Márquez Lugo utilizou a atuação do jovem de 17 anos para reforçar a tese — anteriormente defendida pelo técnico Juan Carlos Osorio — de que o biotipo nacional está em desvantagem competitiva frente aos europeus e até aos vizinhos dos Estados Unidos.
Márquez destacou que, enquanto seleções como o Japão compensam tecnicamente com um vigor físico imponente e velocidade, o México demonstra dificuldades para sustentar o mesmo ritmo, citando Brian Gutiérrez e Julián Quiñones como exceções que fazem a diferença justamente pelo físico.
"Eles (japoneses) competem porque são fisicamente incríveis, com todo o respeito, porque em termos de ritmo e disciplina, são figuras imponentes, incrivelmente rápidos. O México, em termos de atributos físicos, dá a impressão de que não consegue competir; eles têm dificuldades."
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Aos 17 anos, Gilberto Mora consolidou-se como o jogador mais jovem desta edição do Mundial, superando prodígios como Lamine Yamal e Endrick, ambos com 18. A estreia do meia mexicano na Copa o colocou em um grupo seleto de atletas que disputaram o torneio com 17 anos, como Pelé.
"Hoje, Mora, que é o nosso maior talento, olha para o físico de Mora. Por que Brian Gutiérrez é diferente? Por que Quiñones chega e faz a diferença? O biotipo mexicano — não estamos fazendo tudo o que é possível para garantir que eles possam competir fisicamente, e isso fica evidente. Por que os Estados Unidos competiram? Eles não desistiram; são jogadores que não se cansam, que são fisicamente muito mais fortes."