Copa do Mundo

"Sabemos que precisamos melhorar", diz Ancelotti antes de Brasil x Haiti

Técnico reconhece desempenho abaixo do esperado na estreia, promete ajustes e acredita que a Seleção tem qualidade para crescer ao longo da Copa do Mundo

Ancelotti admitiu que o Brasil precisa melhorar as atuações para sonhar com o título mundial
Ancelotti admitiu que o Brasil precisa melhorar as atuações para sonhar com o título mundial Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP

A atuação sem brilho diante de Marrocos deixou marcas na Seleção Brasileira. O empate na estreia da Copa do Mundo aumentou a cobrança sobre a equipe e obrigou Carlo Ancelotti a encarar um tema inevitável na véspera do confronto com o Haiti, nesta sexta-feira, às 21h30min, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia: o Brasil precisa jogar mais.

Na entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, o treinador italiano não tentou maquiar a realidade. Ele reconheceu que a equipe esteve longe do ideal na primeira rodada, especialmente nos 45 minutos iniciais, mas reforçou sua confiança na capacidade de reação do grupo. "Estamos focados e sabemos que precisamos melhorar", afirmou.

Mais do que admitir os problemas, Ancelotti apontou quais aspectos precisam evoluir. Segundo ele, o Brasil errou passes em excesso, teve dificuldades para controlar a partida e não conseguiu aproveitar plenamente a qualidade técnica disponível no elenco.

"Algumas mudanças vamos fazer. Pode ser por jogadores que estão mais frescos que outros. Temos que saber que a primeira parte do jogo passado não foi boa. Temos que errar menos passe, jogar mais. Temos qualidade para isso. E jogadores rápidos e potentes para jogar melhor", explicou.

A tendência é de que o treinador promova alterações na escalação. Embora tenha revelado que já definiu a equipe titular e que ela será diferente da estreia, preferiu adiar o anúncio aos atletas. "Na minha cabeça, o time está definido. Vou comunicar aos jogadores amanhã (sexta-feira)", disse.

Se o desempenho diante de Marrocos gerou críticas, o técnico procura transformar a decepção em aprendizado. "Agora, temos que fazer uma crítica construtiva à equipe e buscar as soluções. A autocrítica dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nos últimos dias para melhorar. Sigo confiante que o time vai ser competitivo nesta Copa do Mundo", ressaltou.

Apesar do favoritismo brasileiro, o comandante também evitou qualquer sinal de menosprezo ao próximo adversário. O Haiti estreou com derrota por 1 a 0 para a Escócia, mas deixou boa impressão pela organização defensiva e pela intensidade física.

"O jogo contra a Escócia foi equilibrado. É uma equipe bem organizada, que mostrou qualidades, principalmente físicas. Tem um bom centroavante e joga um bom futebol. Está na Copa do Mundo e, como todo mundo, está motivada", observou.

Acostumado à pressão dos grandes clubes europeus e agora vivendo a experiência de comandar a seleção brasileira, o italiano garante estar preparado para o ambiente de cobrança permanente que cerca a equipe nacional. "Para mim, é um privilégio estar aqui como técnico da seleção. Tenho que manejar a pressão, mas tenho experiência para isso", afirmou.

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